agosto 12, 2021

O que é o corpo búdico?

Palavras-chave:

* Corpos sutis

* Espiritualismo

* Teosofia

* Yoga

* Budismo

O corpo búdico

Quase nada pode ser dito sobre a estrutura vibracional de um corpo assim tão elevado. Esse corpo está tão distante de nossos níveis físicos e de nossos meios de expressão que não há como descrevê-lo da melhor forma com palavras.

É possível dizer que o corpo búdico é o perispírito no significado original do termo: constitui a primeira estrutura vibracional que, ao envolver o espírito, o manifesta de forma ativa.

Pode interagir com a nossa realidade nos níveis mais sutis. E podemos então buscá-lo com a intenção de curar problemas que afetam os demais corpos.

Estando este corpo fora do tempo (assim como o causal), ele é uma dimensão superior das criaturas. Existem técnicas de meditação muito avançadas para alcançá-lo e, a partir daí, investigar o passado de muitas vidas diferentes.

Podemos assim investigar situações anormais, existências muito dolorosas, instaladas no tempo, nas camadas muito tênues de um passado oculto. Podemos rastrear problemas que se manifestam hoje mas que pertencem a um passado remoto, quando não muito remoto.

São camadas muito sutis, digamos, mas não inativas.

Levando em consideração a lei cósmica que tem sua explicação mais simples na frase “e seu pecado chegará até você (Livro Números da Bíblia, versículos 32-23), chegamos ao ponto em que mesmo erros e desvios das vidas mais distantes afetam seu presente.

Pode-se ter acesso a elas através do corpo causal, mas as impressões mais sutis são melhor percebidas através do acesso ao corpo búdico, que é ainda mais sutil.

Certos sofrimentos antigos fazem com que a pessoa não consiga encontrar paz, e não entende o porquê disso, tento tentado diferentes formas de terapia e/ou práticas de meditação.

O indivíduo sofre muito, passa a se considerar um sofredor sem saída; uma sensação que, como sinal, indica o profundo enraizamento do mal na Consciência. Temos aqui algo que já atingiu o ser em várias ou inúmeras existências.

É um sofrimento tão profundo que se atenua ou se resolve apenas através da dissolução dos focos desarmônicos.

E essa resolução pode ser alcançada somente de duas maneiras: uma é a elevação espiritual, despertada por uma experiência de amor e pela prática do bem para com os semelhantes; a outra é a aplicação de uma técnica específica, com a projeção de energias manipuladas por operadores treinados.

Infelizmente são raros os que conseguem ter acesso ao corpo búdico, mas não se deve com isso desanimar. Há sempre a opção de se seguir um caminho de elevação plenamente sincero.

Muito importante para isso que se cultive um desapego sempre maior em relação aos frutos das ações.

O corpo búdico na Teosofia e nas filosofias orientais

No sânscrito, a raiz “budh” é às vezes é traduzida como “iluminar”, ou “esclarecer”.

Outras possíveis traduções são “perceber” e “despertar”.

Em sânscrito, o corpo búdico é às vezes chamado de “Anandamaya-kos”, “a bainha da bem-aventurança”.

Em tradições orientais, pode ser descrito como o mais íntimo e profundo dos cinco invólucros que envolvem o Eu ou Essência (o Atman). Nesta o concepção, pode-se dizer que Buddhi, o corpo búdico, é o veículo para o Atman, para a Essência, enquanto o Manas Superior ou corpo causal é o veículo de Buddhi.

Uma divisão comum elaborada por escritores teosóficos, que falam sobre os princípios sutis que compõem o indivíduo humano, é a seguinte:

Atman (corpo átmico), Buddhi (corpo búdico), Manas Superior (corpo causal) Manas Inferior (corpo mental), Astral, Etérico e Físico

Assim, pode-se dizer que o corpo búdico em termos de vibração está próximo do corpo átmico e do corpo causal. Está entre os dois.

É essencial, no entanto, ter em mente que todos esses aspectos são coexistentes. Não estão dispostos em algum tipo de formação hierárquica semelhante a uma escada. Mas nos expressamos dessa forma porque a mente precisa de esquemas e “tabelas” para conseguir entender melhor a estrutura de realidades incrivelmente complexas.

A Essência Superior é o Atman, que é o raio inseparável do Universal e o EU SOU. É o Deus acima, mais do que dentro de nós. Feliz o homem que consegue preencher seu interior com essa vibração!

O Eu Divino Espiritual, a divindade em nós, perfeitamente iluminada, acima dos conflitos de todas as vidas e por isso podendo ter acesso a elas, é o Buddhi. Que é um corpo que está em estreita união com Manas, o princípio da mente, sem o qual não existe o ego, não existe personalidade, mas apenas o Veículo Átmico.

O corpo búdico podemos dizer que supervisiona o corpo causal. Nele estão os registros de todas as vidas, assim como no causal. Com a diferença que ele não faz parte do eu reencarnante, ele não entra nunca no que os indianos chamam de Roda do Samsara. A Roda da qual o Buda saiu quando se iluminou.

Por isso também é chamado de corpo búdico. Por estar já ser uma Luz eterna que existe sempre dentro do ser humano, mas que só pode ser acessada quando ele desperta para ela.

Corpo búdico: O plano búdico

O plano búdico já foi descrito como o reino da bem-aventurança ou, de outra forma, como o reino da intuição.

A capacidade de funcionar na consciência no nível búdico é um atributo muito procurado pelos aspirantes no Caminho Espiritual.

Para que esse objetivo seja sempre lembrado, muitos Swamis (praticantes avançados e mestres de yoga) dão a si mesmos (ou recebem) nomes que terminam na palavra sânscrita ananda, que significa “felicidade” ou bem-aventurança.

O plano búdico foi descrito como o lugar onde a dualidade entre o homem e a Divindade ainda prevalece, mas não há separação, até porque é percebida a Divindade interior do homem.

Este conceito é de grande importância. No nível físico de funcionamento, todas as coisas parecem separadas uma da outra. Uma pessoa olha para uma árvore ou outro ser humano como algo que é outra coisa.

Já os indivíduos espiritualmente iluminados às vezes afirmam ter passado para além dessa maneira de enxergar o mundo. Eles veem a existência como uma unidade. Só que essa existência ainda não é Deus ou a Divindade como ocorre no plano átmico. Ela “só” está preenchida pela presença Dele.

Pode-se dizer que os mestres que falam a respeito dessa unidade na dualidade estão conscientes do plano búdico. Ou, para sermos ainda mais precisos, eles abriram uma comunicação direta entre sua mente e o plano búdico.

O que é o corpo búdico?

Corpo búdico: Como se chegar ao plano búdico?

Pode-se chegar ao plano búdico por práticas espirituais muito profundas, que levem a uma iluminação parcial ou definitiva da consciência. Quando parcial, o indivíduo ainda não se torna um mestre. Quando definitiva, ele passa a ser um mestre, um Adepto, um homem santo.

É preciso que o ego seja enfraquecido pelo hábito da mente, pelo estilo de vida do indivíduo. A meditação regular leva a uma melhor comunicação entre Buddhi e a mente. Assim, pouco a pouco, começa-se a perceber o corpo budico, que é o que tem acesso ao plano búdico da existência.

Do ponto de vista humano, o plano búdico é o reino da harmonia e do amor idealista. É desse reino que emergem todas as motivações mais elevadas que inspiram a humanidade. Neste plano estão as matrizes das grandes obras de arte em pinturas, música, literatura e arquitetura.

Nele há benevolência, idealismo e todas as motivações que servem para elevar a humanidade para além de seus vícios brutais.

Annie Besant resumiu bem a dificuldade extraordinária que encontramos à nossa frente quando se faz um esforço para descrever os reinos e as funções de Buddhi:

“Nenhuma palavra minha pode valer a pena para explicar ou descrever o que está além da explicação e além da descrição. As palavras podem apenas errar sobre este tema, diminuindo e distorcendo. Somente com meditação longa e paciente o aluno pode esperar vagamente sentir algo maior do que ele, mas que é ao mesmo tempo algo que se agita no âmago do seu ser. (Os Sete Princípios do Homem, 1950, p. 77).



Marcello Salvaggio
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Marcello Salvaggio


Sou escritor e pesquisador nas áreas da religião, da literatura, do misticismo e da história.
Considero a espiritualidade a chave fundamental para o entendimento de nossas vidas, para encontrarmos o verdadeiro sentido de nossa existência, e todo meu trabalho é orientado nesse sentido.
Tenho livros publicados no Brasil e na Itália e sou formado em Letras pela USP e auricoloterapia pelo instituto EOMA, escola especializada em acupuntura e em outros ramos da medicina tradicional chinesa.
No campo da terapia e do aconselhamento, considero essenciais a empatia e o respeito ao livre-arbítrio alheio.

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