abril 20, 2021

Vovó Cambinda, à vossa benção Vovó

A história da Vovó Cambinda

Conta a história que a Vovó Cambinda chegou ao Brasil, em um navio negreiro, como muitos dos seus irmãos do continente africano. Os escravos eram amontoados nos porões do navio, junto com corpos adoecidos e já desencarnados. Faltava-lhe tudo, inclusive água e comida.

Vovó Cambinda

Já dentro do navio negreiro, a pequena menina ajudava a cuidar dos doentes, principalmente das crianças, e sempre sonhava com uma linda mulher negra, que todas as vezes a abraçava com muito afeto e lhe dizia que a força das águas a protegeriam sempre.

Vovó Cambinda acreditava piamente nos seus sonhos e nas falas daquela linda mulher, que mais tarde ela iria descobrir que era a Orixá Iemanjá.

Já dentro do navio, começou a aprender sobre ervas e cura. Quando se tratava das curas, ela não trabalhava somente com as ervas. Trabalhava também com pedras.

O navio em que estava vinha da África acompanhado de embarcações menores, que eram utilizadas para a realização da pesca, para alimentar a tripulação.

Quando os pescadores chegavam com suas redes, eles traziam, além dos peixes, pedras que vinham do fundo do mar. A pequena menina então catava todas elas, no meio dos frutos do mar, e trabalhava utilizando-as para realizar suas curas.

Entretanto, apesar de tudo o que aprendeu e da forma como tentava ajudar a todos que sofriam dentro do navio, a menina não conseguiu evitar a morte de seus familiares.

Quando chegou ao Brasil, já sem parentes, foi levada para uma fazenda de cana de açúcar, no Nordeste do país, onde trabalhava fazendo as roupas da Casa Grande. A menina tinha habilidades com as mãos e sempre trabalhou utilizando-as.

Muitas das vezes, quando via um escravo voltando da colheita, com feridas no corpo por conta do Sol, ela pegava os panos que usava para fazer as roupas das Sinhás e fazia roupas para ajudar o povo na senzala.

Quando era descoberta, era açoitada como penitência, pois seus donos não aceitavam que utilizasse tecidos caros e importados para dar aos escravos o que vestir.

Com frequência, quando sentia raiva pela forma como era tratada, assim como os escravos, apanhava as pedras que carregava e as colocava nas roupas que fazia para as sinhás, com a finalidade de incomodá-las.

Vovó Cambinda trabalhou muito, envelheceu trabalhando até quase seus noventa anos, e ajudou muito os negros e também aos brancos da fazenda. De tanto trabalhar, adoeceu e veio a falecer.

Características da Vovó Cambinda

Vovó Cambinda, como todo preto velho, é da linha de Omulú / Obaluaê, mas sua irradiação é em Iemanjá, aquela que lhe aparecia nos sonhos e que sempre lhe deu proteção.

Características da Vovó Cambinda

Vovó Cambinda trabalha com ervas e pedras e, através dela, faz as curas físicas e espirituais em seus consulentes. É muito forte com a quebra de demandas e principalmente com questões emocionais.

Seu jeito carinhoso é implacável para ajudar os que sofrem e compartilham seu sofrimento e, por isso, quando se trata de aconselhamentos, Vovó Cambinda é uma das mais procuradas dentro de um terreiro de Umbanda.

Mas não se engane: como todo bom preto velho, ela também sabe puxar a orelha de seus filhos e dos que a procuram; faz isso como ninguém. Principalmente se o sofrimento é em razão de uma má postura do consulente.

Vovó Cambinda se apresenta portando um rosário, de preferência branco, azul ou em contas brilhantes. Lembrando que nunca poderá ser de cor escura, devido à sua irradiação na linha das águas. Ela usa muitas pedras (quartzo, pedra do sol e da lua, ágata, pepita etc.), muitas vezes dando-as de presente para os consulentes.

Vale lembrar que, independentemente de ter como instrumentos de força tais elementos naturais, Vovó Cambinda também emprega ervas, quando necessário, assim como utiliza muito a prática de rezas nos que precisam.

Ela gosta de beber café sem açúcar e fuma cachimbo com fumo ou ervas da sua escolha.

Usa vestimentas em preto e branco, desde a saia e o avental ao pano de cabeça. Assim como são dessas cores seus instrumentos, como, por exemplo, o forro do seu banquinho e demais materiais.

Oração para Vovó Cambinda

Salve, minha Vovó vencedora de feitiços e demandas. Abra os caminhos de minha vida com fé, esperança e o desejo apenas do bem. Com seu cachimbo aromático dissolva os miasmas da inveja e maus pensamentos que, por acaso, venham em minha direção.

Envolva-me em sua pura vibração de amor, equilibrando minha mente, harmonizando a tudo e a todos ao meu redor.

Oh, minha Vovó Cambinda, com sua sabedoria e merecimento, reze para Oxalá curar meu corpo e fortalecê-lo para vencer as lutas de cada dia! Que suas falanges protetoras estejam vigilantes em minha vida, para livrar-me de todos os perigos. Seguindo seus sábios conselhos e exemplo, peço por um despertar de consciência aos meus inimigos, para que se abram ao caminho do bem.

Querida Vovó, agradeço por todas as demandas vencidas e que me livraram de muitas dificuldades. Obrigado por sua presença, paciência e perseverança na minha vida, e peço que também esteja junto aos que amo.

Saravá Vovó Cambinda.

Que assim seja e assim se faça, amém!

Adorei as Almas!

Salve a força e a luz da Preta Velha Vovó Cambinda, hoje e sempre!

Ponto cantado da Vovó Cambinda

Ponto cantado da Vovó Cambinda

Auê, auê, auê, auê, auê babá
Com seu balancear
Vem chegando, Vó Cambinda
Caminhando devagar

Saravá as Almas!

Hoje é dia das almas benditas
No terreiro da Vovó Cambinda
Ela chega vestida de chita
Na Umbanda essa velha é tão linda

Apoiada em sua bengala
Traz o peso do seu cativeiro
Vai sentar em seu velho banquinho
Que está no canto do terreiro

Auê, auê, com seu balancear
Vem chegando, Vó Cambinda
Caminhando devagar

Auê, auê, com seu balancear
Vem chegando, Vó Cambinda
Caminhando devagar

Traz coité para tomar seu café
E a pemba pro ponto riscar
Ela vai acender seu cachimbo
Com a fumaça o terreiro incensar

Olho grande, quebranto demanda
Essa velha é quem sabe rezar
Com guiné, alecrim e arruda
E a força do seu patuá

Auê, auê, com seu balancear
Vem chegando, Vó Cambinda
Caminhando devagar

Auê, auê, com seu balancear
Vem chegando, Vó Cambinda
Caminhando devagar

Auê, auê, com seu balancear
Vem chegando, Vó Cambinda
Caminhando devagar

Auê, auê, com seu balancear
Vem chegando, Vó Cambinda
Caminhando devagar

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