abril 1, 2021

Tristeza Profunda: Como lidar com esse problema?

Por que sinto essa tristeza profunda?

Geralmente percebemos isso de repente: é como se acordássemos e percebêssemos que não estamos no nosso local de trabalho habitual, nem no mercado ou no shopping fazendo compras, nem no carro para pegar as crianças na escola.

Não, estamos em um lugar que existe apenas em nossas mentes: um lugar frio, hostil e terrivelmente melancólico, uma melancolia que entrou nos nossos ossos.

É o sinal. A tristeza já estava ali fazia algum tempo, mas só agora a percebemos: e é um vento que nos derruba. Nos perguntamos: “Mas por quê? Esta manhã estava tudo bem e agora meu astral está lá embaixo!”

Às vezes a tristeza chega do nada

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Vamos pensar na noite que nos espera: uma noite em família, com filhos, ou com amigos…

Mas nada  disso importa, parece que só queremos afundar e ficar na cama.

O que houve? Voltamos ao dia anterior e, com dificuldade, identificamos um elemento, um gatilho: talvez seja um desentendimento no trabalho, um telefonema que não chegou, uma palavra a mais que falamos, e que ofendeu alguém que não queríamos ofender.

Mas ainda não estamos convencidos que foi aquilo: sim, esses eventos aconteceram, mas como acontecem todos os dias, e não reagimos assim.

Geralmente encolhemos os ombros e seguimos em frente. Hoje, porém, nada isso: tudo parece desesperador, triste, inútil, nada faz muito sentido.

Se você se reconheceu nesse retrato, se você também faz parte daquela grande maioria de pessoas que vivem momentos de tristeza profunda e, aparentemente, não sabe o porquê disso e se sente desmotivada, há uma coisa que você precisa saber: o gatilho existe sim; algumas coisas podiam estar te incomodando já, mas foi algo aparentemente pequeno que fez a bomba explodir.

Sempre guardamos ressentimentos, engolimos sapos. E esse sapo vai crescendo.

No entanto, você pode transformar esse acontecimento em uma “dádiva da alma” ou em drama, capaz de desencadear mecanismos mentais que vão se arrastar por anos, levando até à depressão se você não se cuidar.

Tudo depende da sua postura.

Se você simplesmente reprime ou afasta a tristeza, você desperdiça seu potencial

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“Oh meu Deus, o que eu faço agora? Tenho que reagir, tenho que fazer alguma coisa!”

Quando a tristeza profunda chega, geralmente acreditamos que temos que reagir. Tentamos combatê-la, silenciá-la, substituí-la por outra coisa.

Mesmo que no momento tenhamos sucesso, recorrendo à TV ou a alguma outra distração, no final ficamos com uma amargura ainda mais indefinível, que voltará mais forte da próxima vez.

Podemos não só não nos livrarmos dela como desencadeamos um círculo vicioso de reclamações, recriminações, culpa e vergonha.

“Por que sou assim?” Você se pergunta. Como se ser quem você é fosse uma doença!

Se você não trabalhar essa tristeza profunda, se só varrer a sujeira para baixo do tapete, ela trará as energias que foram escondidas de volta à superfície mais cedo do que você imagina.

Em vez de nos preocuparmos e lutarmos contra a tristeza profunda, podemos apenas… ceder um pouco.

Vamos deixá-la livre por um tempo e ver o que acontece.

Se a tristeza chegou, significa que a alma a produziu, que precisava dela. E com que objetivo?

A resposta é simples: veio para nos fazer sorrir novamente!

É como se, na vida do dia a dia, tivéssemos nos esquecido um pouco demais de nós mesmos, do nosso prazer, da nossa alegria.

E então as energias começaram a baixar, indo cada vez mais baixo, para as profundezas da alma. Até o alarme disparar.

É como a descida de Dante aos infernos. Ele somente conseguiu chegar ao Paraíso porque primeiro foi lá no fundo, no gelo onde Lúcifer estava, para então subir de volta à superfície, passar pelo Purgatório, encontrar a amada Beatriz e subir ao Céu.

As Redes Sociais às vezes querem nos mostrar um mundo só de sorrisos, de uma felicidade que às vezes é só aparente e falsa. Mas as tristezas também fazem parte da vida.

Talvez você tenha se afundado demais no trabalho e deixado de lado coisas que você gostava de fazer.

Retome hobbies e atividades divertidas. Medite, ore, volte a fazer atividade física e a liberar endorfinas para o seu corpo. Assim a tristeza irá se dissipar naturalmente, sem que você precise reprimir o que sente.

Analise os motivos da sua tristeza. Escreva-os se preciso. No começo você pode achar que não existe nenhum motivo. Mas eles existem. Seja sincera/o consigo mesmo.

Tristeza profunda é doença?

Depressão é doença. Tristeza profunda não, por mais desagradável e difícil pareça lidar com ela. Mas é algo que faz parte da natureza humana. Não por acaso o Buda dava tanta importância à questão da dor e aos meios para superá-la.

Lembre-se que ele precisou sentir a dor, ver a pobreza, a doença e a velhice, para poder superá-la e se iluminar. Ele não ficou escondido no palácio da sua família.

Portanto, mesmo que você não vá agir imediatamente, reflita por um tempo. Sinta essa tristeza. E aproveite para desabafar com quem você ama.

Só se ela se tornar algo extremo, com pensamentos constantes de suicídio, ou com um desejo extremo de isolamento, talvez seja um caso urgente para buscar ajuda profissional.

De qualquer forma, se puder, frequentar um terapeuta sempre é bom.

Tristeza: Cultive a gratidão

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Com frequência nos esquecemos da natureza da vida e das lições que ela nos oferece. Pensamos que existimos para dar passos preestabelecidos e perfeitamente planejados.

Mas a vida não é assim. Ela tem imprevistos que às vezes podem nos chatear, nos entristecer.

Não se abata com esses imprevistos. Cultive a gratidão pelo que você já tem. Não fique desesperado pelo que perdão ou porque não tem algo porque seus planos deram errado.

Alguma coisa você tem: amigos, um parceiro amoroso, uma casa ou um bom trabalho. Há pessoas em situação muito pior que a sua, lembre-se.

Muitas vezes a tristeza profunda tem a ver com essa falta de gratidão para com os pequenos presentes que a vida nos oferece.

Tem a ver com uma visão que vê as coisas de fora para dentro. Um olhar que não vê além de si mesmo.

Procure ver as coisas de uma forma mais ampla. E agradeça por estar vivo/a: a vida é um presente!

A tristeza se torna mais leve ou mesmo desaparece quando fazemos o exercício que consiste em mostrar gratidão por tudo o que temos e que acreditamos que merecemos por direito.

Temos que agradecer as boas ações das pessoas ao nosso redor e prestar atenção às mensagens que a natureza nos envia.

Este é um pequeno exemplo, mas a gratidão pode aos poucos curar sua tristeza.



Marcello Salvaggio
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Marcello Salvaggio


Sou escritor e pesquisador nas áreas da religião, da literatura, do misticismo e da história.
Considero a espiritualidade a chave fundamental para o entendimento de nossas vidas, para encontrarmos o verdadeiro sentido de nossa existência, e todo meu trabalho é orientado nesse sentido.
Tenho livros publicados no Brasil e na Itália e sou formado em Letras pela USP e auricoloterapia pelo instituto EOMA, escola especializada em acupuntura e em outros ramos da medicina tradicional chinesa.
No campo da terapia e do aconselhamento, considero essenciais a empatia e o respeito ao livre-arbítrio alheio.

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