maio 22, 2020

Sonho Lúcido, o que é?

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Um sonho lúcido é como um conto ou filme noturno em que os personagens principais somos nós mesmos, e cujo enredo pode ser dirigido por nós. São porém algo que requer certa dedicação. Especialmente se você deseja que o sonho fique sob o seu absoluto controle.

É um tópico ainda pouco estudado do ponto de vista científico, enquanto no meio esotérico às vezes é confundido com a viagem astral.

Diferenças entre sonho lúcido e viagem astral

Diferenças entre sonho lúcido e viagem astral

Na viagem astral não temos ao redor um mundo de sonho, criado pela mente. O viajante astral consegue obter pela projeção astral conhecimentos que de outra maneira seriam inacessíveis para ele.

Como ver determinada coisa fora do corpo e depois comprovar que era algo real. Se for um viajante bem lúcido, pode conseguir ler uma mensagem escrita em um quarto e depois relatar o que foi lido.

Ressaltando que nem sempre vai conseguir, pois a lucidez fora do copo requer concentração e uma energia favorável. Mas existe a possibilidade de conseguir.

Já o sonho lúcido é “apenas” um sonho em que se tem controle sobre o que se está sonhando.

Os conhecimentos obtidos dificilmente irão além daquilo que está ao alcance daquela pessoa. A menos que possa haver a interferência de um mentor ou de outro espírito que queira se comunicar com a pessoa que ainda pode não ter desenvolvido a capacidade de se projetar astralmente, então o sonho acaba servindo como canal de comunicação. Só que nesse caso isso não ocorre apenas nos sonhos lúcidos.

Da nossa parte, podemos fornecer uma ajuda para quem deseja controlar os próprios sonhos.

Pesquisa sobre técnicas para sonho lúcido

Recentemente, um estudo australiano parece ter identificado um método para se tornar mais consciente enquanto se sonha. Pesquisadores da Universidade de Adelaide pediram a 170 voluntários que experimentassem três técnicas diferentes para se tentar obter e controlar essa vivência.

No primeiro experimento, os voluntários foram solicitados a se acostumarem, acordados, a apertar os lábios e inspirar. Isso diversas vezes ao dia. Dessa maneira, durante o sono, poderiam se lembrar de fazer o mesmo e “acordar” dentro do sonho.

Já a segunda técnica envolvia acordar por alguns minutos após cinco horas de sono e depois voltar a dormir.

A terceira em fazer a mesma coisa, mas depois de repetir por diversas vezes na mente: “Da próxima vez que estiver sonhando, lembrarei que estou sonhando”. O método chamado MILD (mnemonic induction of lucid dreams, ou seja indução mnemônica de sonhos lúcidos) usa a memória de perspectiva, ou seja, a capacidade de anotar mentalmente as coisas a serem feitas no futuro.

Os participantes mantiveram então um diário dos seus sonhos por uma semana, e apenas 8% dos sonhos relatados eram lúcidos.

Então os voluntários foram divididos em três grupos na segunda semana. O primeiro grupo experimentou apenas a primeira técnica, o segundo grupo apenas a primeira e a segunda, e o terceiro todas as três juntas.

A combinação dos três métodos deu os melhores resultados: os que participaram desse grupo relataram um sonho lúcido em 17% dos casos.

A adição da técnica de ficar acordado 5 minutos e depois voltar a dormir repetindo mentalmente o desejo de ter sonhos lúcidos levou a um aumento de 46% nos sonhos lúcidos em comparação com apenas “acordar e dormir de novo”.

Já fazer apenas o exercício apertando os lábios e inspirando não levou a resultados significativos.

Uma observação final importante: a experiência do sonho lúcido não pareceu afetar a qualidade do sono dos sujeitos. Portanto, não é preciso se preocupar que se possa dormir mal praticando esses exercícios.

Utilidade dos sonhos lúcidos

Utilidade dos sonhos lúcidos

Para que servem? Sonhos lúcidos podem ser úteis no tratamento de transtornos de estresse pós-traumático ou para ajudar quem sofre com pesadelos. Controlando o que se sonha, podemos vencer as “criaturas” e sombras internas que nos perseguem e estimulam medos. Até porque nesses sonhos somos onipotentes.

Sonhos lúcidos também podem servir como uma preparação para viagens astrais. Como um método alternativo para se desenvolver confiança e perder o medo de se conhecer uma realidade diferente, que num primeiro momento pode estar dentro de nós mesmos. São por fim, acima de tudo, uma forma de autoconhecimento.

Relato de um sonho lúcido.

Tive alguns sonhos lúcidos, mas teve esse em especial que foi bastante intrigante.

Visitei uma outra época, uma outra existência.

Era noite, mas eu enxergava como se fosse dia, tinha plena consciência que era um espectador e que o cenário e personagens eram indiferentes em relação a mim e eu em relação a eles.

Eu caminhava em um pátio de terra batida em direção a porta de entrada de uma casinha simples, parede com tijolos e barro aparentes. Adentrei passando pela cozinha e fui vendo pessoas que tinham mais pessoas do que seria normal de uma casa com condições tão simples e que muitos eram adultos e poucas crianças.

Fiquei ali observando, na espera de entender melhor a situação ou quem sabe algo aconteça.

O tempo no sonho não é tão igual quanto ao que nos acostumamos, não é tão linear, tem momentos que para e tudo está desacelerado do meu ponto de vista e em outros momentos pulamos aquele ponto e passamos para outro. Foi isso que aconteceu, pulei de observador das pessoas para agora observar um corredor bem comprido, que conforme eu ia aumentando minha atenção ele ia encurtando e ficava mais próximo um cômodo daquela casinha e quando consegui observar bem aquele quarto vi o corpo de um senhor sendo velado.

Naquele momento percebi que estava me vendo ali deitado. Sabia de forma clara que era eu o falecido, fiquei sem reação e depois em choque. Nisso eu fui de imediato para outro lugar, coisa que só o pensamento pode alcançar com tanta velocidade.

Estava em uma rua onde eu corria fugindo de algo, ou alguém. A sensação de medo e perigo tomava todo meu ser e isso se arrastou lentamente eu corria mas continuava na “mira” de algo, eu sentia tudo muito vivo, a textura do chão, as casa, os terrenos, as árvores, só não tinha som e não de certo não era necessário o sentido da audição, pois tudo era compreensível para mim. Eu queria sair daquela dor, sensação de medo e angústia, mas voltava ao início como um loop no tempo.

Me sinto sempre abençoado e agradeço sempre por todos os ensinamentos que recebo e foi nesse dia aprendi a sair do sonho de forma consciente. Eu me reconheci dentro de um sonho lúcido e pude controlar seu fim.

Esse sonho tem me ensinado muito, nele há algumas informações que descreve muito de mim, padrões, comportamentos, medos etc. Eu tinha uns 5 ou 6 anos de idade, me marcou bastante esse sonho, por outro lado ele tem ajudado muito no meu processo auto consciência.

Gratidão a todos e Bons Sonhos.

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VT-Post-Vanessa-Ramos

Marcello Salvaggio


Sou escritor e pesquisador nas áreas da religião, da literatura, do misticismo e da história.
Considero a espiritualidade a chave fundamental para o entendimento de nossas vidas, para encontrarmos o verdadeiro sentido de nossa existência, e todo meu trabalho é orientado nesse sentido.
Tenho livros publicados no Brasil e na Itália e sou formado em Letras pela USP e auricoloterapia pelo instituto EOMA, escola especializada em acupuntura e em outros ramos da medicina tradicional chinesa.
No campo da terapia e do aconselhamento, considero essenciais a empatia e o respeito ao livre-arbítrio alheio.


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