setembro 2, 2021

Hod: a Glória, que se origina no respeito à tradição.

Palavras-chave:

* Sephirot

* Cabala

* Hermetismo

* Judaísmo

* Árvore da Vida

A Sephirah Hod

Hod é a oitava Sephirah e se traduz em “Glória”.

A glória se origina no respeito à tradição, na capacidade de aprender com os outros, o que acaba trazendo com o tempo também a capacidade de ensinar aos outros.

A glória é reconhecimento social.

Características de Hod

Hod: a Glória, que se origina no respeito à tradição.

Hod é a terceira Sephirah no pilar esquerdo e, se Netzach está ligada ao amor pelo novo, pela arte, pela natureza e pelos espaços abertos e amplos onde você pode abrir seu coração, Hod está ligada ao amor pelo velho, pelo estudo, pelos círculos intelectuais das cidades. Está ligada a lugares confinados e fechados, como bibliotecas e museus. Locais onde você pode concentrar seus pensamentos.

Enquanto Netzach traz amor, apreço e simpatia, e torna a pessoa atraente, Hod traz respeito e estima.

Esta Sephirah é o mundo dos desejos que trazerem garantias firmes, que proporcionam conforto intelectual, que permitem a compreensão das coisas e o controle mental.

No corpo humano, esta Sephirah está associada à perna esquerda. Hod é a Sephirah daqueles que desejam seguir o pensamento tradicional ou mesmo convencional. Que preferem por exemplo uma religião tradicional ao sincretismo, à mistura entre tradições diferentes.

O Espírito celestial que reina sobre esta Sephirah é Elohim Tsébaot. Deus aqui está encontrando soluções para todos os problemas, e é capaz de explicar tudo.

Ele é apoiado por outros espíritos celestiais chamados Bneï Elohim ou “Filho de Deus”.

Estes são os semideuses, como por exemplo era Hércules, capazes de alcançar as maiores façanhas. São os gênios que trazem um presente ou uma dádiva e que são capazes de satisfazer nossos desejos. Existe um arcanjo cada disciplina, para cada arte ou matéria de estudo ou pesquisa: música, alvenaria, culinária, literatura, pintura, etc. Há uma infinidade de gênios.

A capacidade de se desenvolver em Hod é a capacidade de aceitar o desejo de segurança. É a capacidade de ter referências.

Há um equilíbrio a ser alcançado entre seu desejo de avançar (Netzach) e o de respeitar seus limites (Hod).

Quem nos dá essa habilidade de controlar as coisas é o Arcanjo Rafael.

Hod e o arcanjo Rafael

Hod: a Glória, que se origina no respeito à tradição.

É o Arcanjo que proporciona o dom da cura. A cura ocorre quando você aceita seus próprios limites e se torna mentalmente humilde.

Em seguida, encontramos soluções para resolver todos os problemas. De fato, não há problemas. Estes são ilusões. No entanto, desfrutamos de satisfação intelectual ao acreditarmos que os estamos resolvendo.

Este Arcanjo tem sob suas ordens uma corte de Anjos que nos apoiam e nos ajudam a superar nossos bloqueios emocionais, caso queiramos desenvolver o dom da cura.

Hod e Mercúrio

Cada Sephirah corresponde a um plano de consciência com diferentes graus, do mais puro ao mais denso.

A representação de Hod no plano físico é Mercúrio.

Mercúrio é Hermes para os gregos, o deus da medicina, e também o mensageiro, o comunicador.

A parte luminosa de Hod corresponde à influência superior de Mercúrio em sua pureza. A parte escura à influência alterada deste planeta devido às deformações da consciência humana.

A influência alterada de Mercúrio é a mente estreita, que abrange a mesquinharia e um espírito crítico e calculista.

A influência superior abrange a cura através do espírito e a comunicação de valores elevados.

Hod no judaísmo

A visão de Hod no judaísmo é que ela é, entre outras coisas, uma esfera conectada à oração. A oração é vista como uma forma de “submissão”.

Hod é explicada com uma analogia: em vez de conquistar ou derrubar um obstáculo à sua maneira (que é como faz Netzach), ela se adapta a esse “obstáculo”.

Nossos desejos inconscientes vêm de Netzach e são formados no reino simbólico por Hod. O que não tinha aparência, portanto, em Hod adquire uma forma, muitas vezes ligadas a um registro, a uma tradição.

Hod é descrita como uma força que decompõe a energia em formas diferentes e distintas, e está associada à intelectualidade, ao aprendizado e ao ritual, em oposição a Netzach, a Vitória, que é o poder da energia para superar todas as barreiras e limitações, e que está associado à emoção e à paixão, à música e à dança.

Ambas as forças encontram seu equilíbrio em Yesod, o fundamento.

A ordem demoníaca oposta nas esferas de Qliphoth é Samael, dirigida pelo arquidemônio Adrammelech.

Hod na magia

Diz-se que Hod é a esfera em que o mago trabalha.

Hod: a Glória, que se origina no respeito à tradição.

Um exemplo é dado por Dion Fortune em “A Cabala Mística”: imagine o homem primitivo meditando no deserto e entrando em contato consigo mesmo e começando a entender algo da energia que o rodeia.

Para que ele possa entender melhor, ele cria alguma forma, talvez a forma de um deus ou um símbolo, para que ele tenha algo com o que pode se relacionar.

Ele então usa essa imagem ou esse símbolo em futuras cerimônias para entrar em contato com essa energia intangível mais uma vez.

Esse é o papel que Hod desenrola na magia, enquanto a música e a dança que podem estar presentes em uma cerimônia desse tipo são o papel que Netzach pode desempenhar, fornecendo a energia bruta para alcançar os níveis mais elevados de consciência.

Na comparação com os sistemas orientais, Hod e Netzach às vezes são associados ao chakra Manipura, que está associado à quebra e à liberação da energia, ao anabolismo e ao catabolismo.

É uma Sephirah que pode estar ligada às egrégoras, à força da tradição portanto, às energias que vão ficando e passando de geração em geração.

Em uma oração tradicional, por exemplo, as palavras têm força porque já foram repetidas milhares e milhares de vezes por milhões de pessoas, e sempre com uma intenção de se aproximar de algo maior.

Assim também a oração é empregada na magia, como um instrumento de elevação que propicia um impulso e um enraizamento.

Para um mago iniciante principalmente, uma antiga oração tradicional pode servir para alterar seu estado de consciência quando ele ainda não aprendeu a desenvolver uma oração por si mesmo.

Hod é passado no que ele tem de mais valioso, é o registro das coisas, é o símbolo que também conecta mesmo o mago atual a uma realidade superior.

Símbolos como o hexagrama, o pentagrama e outros, de egrégora tão poderosa, estão ligados a Hod em sua forma e em sua tradição.

A diferença entre Netzach e Hod

Considerando que estas são a sétima e a oitava Sephirot da Árvore da Vida, podemos terminar este artigo nos aprofundando um pouco sobre o que diferencia uma da outra.

Netzach é um ato de Deus que parece definitivo. É um ato de conquista. Parece ser o produto acabado de Gevurah. Gevurah é a força, ou seja, o potencial para vencer, enquanto Netzach é a vitória real, concreta, alcançada por meio da força.

Hod, no entanto, é muito mais profunda. O medo é a emoção que nos atinge quando nos confrontamos com uma ameaça aberta, como por exemplo um homem com uma arma nos ameaçando.

Já o espanto é a reação a uma pessoa ou coisa que parece ter uma força ou poder oculto. Como alguém que fica impressionado ao se deparar com um líder poderoso. Não porque seja fisicamente poderoso ou tenha uma arma, mas sim pelo poder interno da pessoa.

Uma grande pessoa, um grande ser humano, como um mestre, nos deixa maravilhados por causa do imenso poder espiritual que percebemos inerente à sua humildade e modéstia. Esse poder nos espanta não no sentido de nos distanciar, e sim no de nos deixar maravilhados.

O mesmo acontece com Deus, quando pensamos sobre ele e nos concentramos em sua presença, que é amor e grandiosidade.

Temos aqui em Hod, portanto, uma vitória já obtida, sem necessidade de conquista.

Ela é a glória que simplesmente é, e que traz consigo o reconhecimento mais profundo.

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Marcello Salvaggio
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Marcello Salvaggio


Sou escritor e pesquisador nas áreas da religião, da literatura, do misticismo e da história.
Considero a espiritualidade a chave fundamental para o entendimento de nossas vidas, para encontrarmos o verdadeiro sentido de nossa existência, e todo meu trabalho é orientado nesse sentido.
Tenho livros publicados no Brasil e na Itália e sou formado em Letras pela USP e auricoloterapia pelo instituto EOMA, escola especializada em acupuntura e em outros ramos da medicina tradicional chinesa.
No campo da terapia e do aconselhamento, considero essenciais a empatia e o respeito ao livre-arbítrio alheio.

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