Oxum: a doçura e o equilíbrio da rainha das águas doces

Oxum! Ou Mamãe Oxum, é o orixá das águas doces, ligada à força feminina, à flexibilidade e ao dinamismo dos rios que nos matam a sede e recebem as oferendas de seus filhos. Cultuada no Candomblé e na Umbanda, esse orixá é uma entidades mais queridas do panteão afro-brasileiro. Especialmente pela sua conexão com o amor, natural de qualquer espírito ligado a água. A água é o elemento das emoções por excelência e não é difícil entendermos porque. Com sua fluidez, que a faz tomar a forma dos recipientes – um copo, um vaso, uma piscina – ela pode ser vista em fenômenos naturais, como tempestades e cheias de rios. Belos lugares aquáticos como cachoeiras possuem a força de Mamãe Oxum e são seus templos naturais. Se você um dia caminhar por belas lagoas e encontrar mel, frutas e velas, possivelmente estará vendo oferendas para essa entidade. Assim como a água é essencial para a existência da vida, fazendo plantas e animais crescerem e prosseguirem suas existências, Oxum é responsável pela fertilidade e manutenção da vida. Oxum é também a deusa do ouro, das paixões, da fecundidade e da gestação. Sua sabedoria feminina natural inspira a criação e o cuidado, assim como uma sensualidade intensa mas reservada. Como a água se adapta ao ambiente, nos lavando e nutrindo, Oxum é uma deusa gentil, o que explica a sua denominação materna. Ela é capaz de atuar em qualquer situação de nossas vidas, trazendo equilíbrio e contemplação. Águas doces de Oxum, fertilizam e cuidam de nosso ser emocional, nos levando a alimentar nossos almas com a alegria de existir. Por isso é uma entidade ligada a prosperidade e a riqueza. Sua vaidade é sinal de amor próprio, nos ensinando a sermos quem somos no nosso eu profundo, com amor e sabedoria.

Características dos filhos e filhas de Oxum

Os filhos e filhas de Oxum são abençoados com uma vontade de fruir a vida. São pessoas doces e capazes de oferecer conforto com palavras, olhares e gestos. Com presença certa em festas e eventos sociais, são capazes de inspirar outras pessoas a revelarem a alegria que tem dentro de si. Apesar de sensíveis e delicados por fora, os filhos(as) de Oxum são pessoas fortes e intensas por dentro. Reservam suas fortes emoções para momentos especiais, incluindo a forte sensualidade que habita em seus espíritos. Assim com a orixá, são pessoas vaidosas mas não egocêntricas. Gostam de se mostrar, ostentando jóias e apreciam adornos corporais, mas assim como as plantas e árvores permitem que nossos olhos sejam agraciados por suas belas folhas e ramos que crescem rumo ao céu. A questão é que se valorizam e buscam praticar o amor próprio. Pessoas ambiciosas, utilizam sua natureza aquática para se adaptarem às situações e enfrentarem os desafios da vida cotidiana. Estrategistas e discretos, os(as) filhos(as) de Oxum podem crescer na vida sem perderem a sensibilidade natural de seus espíritos. Como tendem a serem pessoas empáticas, filhos(as) de Oxum tendem a ser emotivos e choram com facilidade. A mesma qualidade é responsável pela tendência dessas pessoas para o carinho e a bondade. Gostam de fazer tudo certo e prezam pela justiça e equilíbrio. Essa nobreza generosa pode ajudar ao sofrimento diante problemas de pessoas próximas ou notícias ruins do mundo.

Associações 

Como é a deusa da água doce, Oxum é sincretizada no Brasil com Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil no panteão católico. No tarô podemos encontrar a presença de Oxum na carta 2 – A Papisa. A papisa é a carta da energia feminina por definição no tarô. Sua energia é ligada à adaptação, intuição e a fertilidade. A beleza da papisa ecoa a sedução de Oxum. Em alguns baralhos encontramos uma grande porção de água atrás da figura feminina. O equilíbrio representado por duas colunas e uma lua crescente, símbolo da fertilidade feminina. O dia propício para cultuar Oxum é o sábado.

Meditando com Oxum

Para descobrir se você é filho ou filha de Oxum ou para praticar as oferendas para esse Orixá, é importante que você encontre guiança em terreiros de Umbanda ou Candomblé. No entanto, a força da água doce, do equilíbrio e do amor materno desta entidade pode ser praticada por meio de uma meditação sincera. Para se conectar com a energia deste arquétipo, feche os olhos visualize água ao seu redor. Como se estivesse dentro de um rio de águas cristalinas. A água é boa. Massageia nosso corpo, nos dá de beber, faz crescer no mundo a vida, tão rara no universo e, ainda assim, tão bela e infinita. Façamos valer a vida em equilíbrio. Busque encontrar seu lado masculino e faça com que ame seu lado feminino. Descubra dentro de você a capacidade da adaptação, a sabedoria da água que compreende cada lugar como a chance de ampliar a sabedoria. Se ame. Se um dia for tomar um banho de cachoeira, lembre-se de mamãe Oxum, que com sua energia nos saúda em seu templo natural! E você? Qual é seu Orixá favorito? Comente em nosso blog e enriqueça nossa energia com sua experiência!

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