janeiro 27, 2021

O amor-próprio pode te salvar.

De que forma o amor-próprio pode te salvar? Pense nas vezes na vida em que você se sentiu rejeitada/o. Você pode ter se sentido a pior das criaturas. E nessas situações você corre o risco de entrar na depressão e sentir muita dificuldade para se reerguer.

Por outro lado, caso você cultive o amor-próprio, você nunca se desvalorizará. E conhecendo seu valor, não cairá nas armadilhas da tristeza e do autoisolamento. Você não ficar preocupado se a pessoa X te rejeitou ou se ela não gosta de você. Você simplesmente irá se amar e seguir em frente independentemente da opinião alheia.

O que é o amor-próprio?

amor-próprio

O amor-próprio é um termo muito popular que nem sempre é bem compreendido. O amor-próprio não é uma ação, mas um estado em que você se sente bem consigo mesmo. Nesse sentido, o amor próprio é importante para viver bem; afeta a maneira como você se relaciona com os outros, a imagem que você dá ao seu trabalho e a maneira como lida com os problemas.

O amor-próprio é um elemento fundamental para o bem-estar das pessoas. No entanto, praticá-lo pode ser um desafio para muitos de nós, principalmente quando enfrentamos problemas sérios em nossas vidas. Não se trata de ser narcisista ou egoísta, mas de se conectar consigo mesmo, com seu bem-estar e sua felicidade.

O amor-próprio não é apenas um estado de bem-estar que pode ser obtido cuidando da sua própria imagem, através de leituras inspiradoras ou passando tempo de qualidade com nossos entes queridos.

Nem pode ser conseguido simplesmente desenvolvendo atividades pelas quais somos apaixonados enquanto estamos sós. Embora essas e outras coisas possam ser muito gratificantes, o amor-próprio não é isso.

O amor-próprio é um estado de autoestima que cresce a partir de ações que promovem nossa saúde física e psicológica e que estimulam nosso crescimento espiritual.

Por que você deve se apaixonar por você mesmo?

O amor-próprio é dinâmico. Cresce através de ações que nos tornam pessoas maduras. Quando agimos de uma maneira que amplia nossa autoestima, começamos a aceitar nossas fraquezas e forças de forma muito melhor e sentimos menos necessidade de explicar nossas deficiências.

O amor-próprio nos faz sentir compaixão por nós mesmos, como seres humanos que lutam para encontrar um significado pessoal. Que é algo que pode nos manter mais focados em nossos propósitos e valores. Para que possamos alcançar os objetivos que esperamos com nossos esforços.

Ame-se primeiro e tudo o resto se seguirá. Você realmente tem que se amar para poder fazer algo neste mundo. Pense bem: se você não se amar, não se apaixonar por você mesmo, quem irá se apaixonar por você?

Caso você não se ame e alguém se apaixonar por você, correrá até o risco de se sentir menos do que a outra pessoa. De se sentir indigno do amor dela. E isso pode arruinar o relacionamento entre vocês.

Busque portanto o amor-próprio!

Cultivando o amor-próprio

Cultivando o amor próprio

Como buscar e cultivar o amor-próprio? Aqui apresentamos sete passos para você.

1 – Seja cuidadoso e consciente: as pessoas que se amam tendem a saber o que pensam, sentem e desejam. São pessoas atentas e conscientes do próprio potencial. Estão cientes do que são e colocam em prática seus desejos (claro que sem passar por cima de ninguém). Não agem de acordo com o que os outros querem para elas.

2 – Aja de acordo com suas necessidades, não com os desejos dos outros: amar não significa satisfazer os desejos dos outros, mas facilitar o que eles precisam. O amor-próprio responde ao mesmo princípio.

O foco no que você precisa manterá você longe de padrões automáticos e prejudiciais de comportamento, que criam problemas ou que mantêm você ancorado no passado.

3 – Cuide-se: uma maneira de se amar é cuidar de suas necessidades básicas.

As pessoas que se amam se alimentam todos os dias através de atividades saudáveis, que incluem nutrição adequada, atividade física, bom sono, intimidade e interações sociais saudáveis.

4 – Estabeleça limites: uma pessoa que se ama tem a coragem de estabelecer limites e dizer “não” a qualquer coisa que a machuca física, mental e espiritualmente.

Um pessoa que não tem amor-próprio, pelo contrário, dirá sempre sim, mesmo que isso seja prejudicial a ela. Busque se impor. Valorize-se!

5 – Proteja-se de pessoas tóxicas: você se protege de pessoas tóxicas e não perde tempo com aqueles que tentam envenenar o espírito de outras pessoas.

Mantenha distância de quem busca brigas e discussões a todo momento. Respire fundo e valorize sua liberdade. Ter amor-próprio significa em primeiro lugar ser livre para amar a si mesmo. Se o outro não te dá essa liberdade, afaste-se. Não deixe ninguém cortar suas asas.

6 – Perdoe-se: os seres humanos podem ser muito duros e cruéis consigo mesmos. Ser responsável por suas ações não significa ter que se punir para sempre. As pessoas que cultivam o amor-próprio aprendem com seus erros, aceitam sua humanidade e se perdoam.

7 – Viva com intenção: aceite e ame mais você mesmo. Esteja ciente do que está acontecendo em sua vida. E mantenha em mente que é bom ter pelo menos um objetivo.

Se você deseja viver uma vida saudável e significativa, você precisa tomar as decisões necessárias para fazer isso.

Você se amará mais se perceber que pode conseguir fazer o que prometeu a si mesmo. Para fazer isso, você precisa estabelecer suas metas.

Esse intento firme permitirá que você se sinta bem consigo mesmo quando triunfar. Você estará pronto para a vitória e não se sentirá deslocado em ambiente nenhum.

O amor-próprio cura

Assim como desprezar a nós mesmos nos adoenta, nos faz cair em depressão, o amor-próprio, ao contrário, nos cura.

O amor-próprio é semelhante ao sentimento de solidariedade e cumplicidade que une os amigos: é ser amigo de si mesmo.

Um ser humano sem amizades é um ser doente. O ser humano é um animal social, precisa interagir. Se ele não é amigo de si mesmo, e por consequência disso não sabe interagir consigo próprio, também não deixa de ser doente. Mas pode se curar seguindo os passos indicados acima para cultivar o amor-próprio.

O amor-próprio é amar a si mesmo de forma que você está convencido de que tem o direito de se dar uma, duas, dez, cem, mil chances de voltar ao jogo sempre que erra ou “fica doente”.

Você pode sempre tentar novamente, se encorajar e confiar. Uma boa música que você pode ouvir para se inspirar nesse sentido é “Tente outra vez”, de Raul Seixas.

Quem deixa de se amar, lembre-se, logo começa a se sentir mal consigo mesmo.

Um dos mandamentos mais antigos do mundo diz: “ame o teu próximo como a ti mesmo”.

Nesse mandamento, o amor a si mesmo é dado como certeza. Porque se não nos amamos, não podemos amar o próximo. Se não nos amamos, é porque nos tornamos surdos e cegos ao amor incondicional e certo que nossa alma e Deus nos oferecem.

O amor-próprio é um sol sempre presente. Depende de nós não nos escondermos na escuridão.

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Marcello Salvaggio
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Marcello Salvaggio


Sou escritor e pesquisador nas áreas da religião, da literatura, do misticismo e da história.
Considero a espiritualidade a chave fundamental para o entendimento de nossas vidas, para encontrarmos o verdadeiro sentido de nossa existência, e todo meu trabalho é orientado nesse sentido.
Tenho livros publicados no Brasil e na Itália e sou formado em Letras pela USP e auricoloterapia pelo instituto EOMA, escola especializada em acupuntura e em outros ramos da medicina tradicional chinesa.
No campo da terapia e do aconselhamento, considero essenciais a empatia e o respeito ao livre-arbítrio alheio.

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