setembro 24, 2020

Medo de amar: como vencer esse medo?

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O medo de amar

A “filofobia”, ou medo de amar, é definida como um medo constante e aparentemente sem motivos de se apaixonar, acompanhado de sintomas físicos de ansiedade.

Conscientemente, quem sofre com o medo de amar sempre tem um bom motivo racional para seu comportamento: não foi feito para ser monogâmico, não acredita no amor, acredita não ter tempo, sofreu com abandono, relacionamento abusivo, ou traição, não consegue encontrar alguém que julgue tão inteligente quanto si mesmo.

E um dia essa pessoa percebe que se sente terrivelmente sozinha.

E por trás de todas as desculpas e tentativas fracassadas, ela tem um medo profundo de relacionamentos.

Você provavelmente está se perguntando:

Mas por que eu mesmo/a sofro com isso?

Existem vários motivos possíveis e os veremos em breve.

Mas deixe-nos dizer uma coisa: o amor pode ser uma das melhores partes da vida, mas também pode ser assustador. Ter um pouco de apreensão é normal, mas algumas pessoas acham a ideia de se apaixonar terrível.

E é daí que vem o termo “Filofobia” (ou medo do amor).

Esse transtorno também compartilha muitas das características de outras fobias específicas, particularmente aquelas de natureza social (por exemplo, fobia social) e pode ter um impacto significativo em muitos aspectos da vida.

Vamos agora ver os principais sintomas.

Quais são os sintomas do medo de amar?

Quais são os sintomas do medo de amar

Como vimos, o medo de amar ou filofobia é um medo avassalador e irracional de se apaixonar que vai muito além da mera apreensão. A fobia é tão intensa que interfere em vários aspectos da vida.

Quando a pessoa está prestes a se apaixonar, de fato, ela sente um medo muito intenso que a bloqueia.

A reação normal é se afastar o mais rápido possível, geralmente sem dar muitas explicações.

Nisso, o medo de amar muitas vezes está associado ao medo da intimidade.

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa e podem incluir reações físicas e emocionais. Aqui estão alguns:

1- Extrema ansiedade e pânico só de pensar em se apaixonar ou entrar em um relacionamento

2- Evitar lugares onde casais podem ser encontrados

3- Suor excessivo

4- Batimento cardíaco acelerado

5- Respiração difícil

6- Náusea

7- Tendência para reprimir as emoções

8- Evitar casamentos ou cerimônias de casamento de outras pessoas

9- Isolamento do mundo exterior.

A filofobia ou medo de amar, conhecida também como fobia do amor, deve ser diferenciada do transtorno de ansiedade social, embora pessoas com medo do amor também possam ter esse transtorno.

Na verdade, a fobia social causa medo extremo de todas as situações sociais, enquanto a filofobia está ligada apenas a relacionamentos íntimos.

Se não for tratada, pode aumentar o risco de complicações, incluindo:

1- isolamento social profundo

2- problemas de autoestima

3- depressão e transtornos de ansiedade

4- abuso de drogas e álcool

5- pensamentos suicidas e tentativas de suicídio.

E agora, depois de termos te falado sobre como esse transtorno se manifesta, vamos falar sobre as causas mais comuns e, em seguida, passar para os tratamentos e estratégias mais eficazes para lidar com ele.

Quais são as causas do medo de amar?

Se você deseja compreender plenamente as causas desse medo, é necessário mergulhar na mente inconsciente, na qual encontraremos o conjunto de ideias que você tem sobre si mesmo, os outros e o mundo.

Algumas dessas crenças podem ser:

1- o amor é perigoso.

2- eu não preciso de ninguém.

3- é melhor evitar o amor porque dói e traz sofrimento.

4- Eu não mereço o amor.

Se você foi profundamente magoado ou abandonado quando criança ou adolescente, a ideia de ser capaz de se aproximar de alguém que também pode fazer isso é intolerável.

A reação natural é evitar relacionamentos, evitando assim a dor. Mas também é verdade que, quanto mais você evita a fonte do seu medo, mais você o fortalece em um verdadeiro círculo vicioso.

A teoria do apego de Bowlby explica como a capacidade da mãe de se sintonizar com o filho é fundamental para seu desenvolvimento emocional e psicológico.

Se a mãe é incapaz de responder às suas necessidades ou faz isso de forma ambígua, isso cria enormes danos ao desenvolvimento e à capacidade de regular as emoções da pessoa.

De acordo com essa teoria, portanto, o medo de se apaixonar e amar é algo que aprendemos. São as experiências da infância (como já visto para outros transtornos) que estabeleceram a base para o desenvolvimento dessas dificuldades.

Claro, em alguns casos, pode ser apenas um rompimento romântico recente que está mantendo você preso ou presa. Nesse caso, você precisa de tempo para curar.

Mas se esse é um padrão que se repete na sua vida, é provável que as experiências da infância desempenhem um papel importante

Como se libertar do medo de amar?

Como se libertar do medo de amar

A esse ponto, você está se perguntando:

“Mas existe uma cura?”

As opções de tratamento variam dependendo da gravidade dos sintomas. As opções incluem terapia, medicação ou uma combinação das duas coisas.

A Psicoterapia

A terapia pode ajudar as pessoas com fobia a lidar com seus medos.

Trata-se de identificar e modificar pensamentos negativos, crenças e reações automáticas que surgem em reação à fonte da fobia.

Também é importante examinar a origem do medo e explorar a dor subjacente.

Com o apoio do terapeuta, você poderá examinar todos os padrões de relacionamento, traumas e causas que levaram você a desenvolver esse transtorno.

Em alguns casos, são prescritos antidepressivos ou ansiolíticos, especialmente se surgirem outros problemas de saúde mental. Os medicamentos são normalmente usados em conjunto com a terapia.

Quais são as melhores estratégias para enfrentar o medo de amar?

enfrentar o medo de amar

O primeiro passo é, como sempre, a consciência: para enfrentar seus medos, você deve primeiro reconhecer que os têm.

Obviamente, esse trabalho de conscientização deve ser direcionado a algumas áreas específicas.

Vamos ver quais são:

1) Reveja sua história

Como vimos antes quando falamos sobre as causas, para entender o que nos leva a nos distanciarmos ou nos defendermos dessas emoções é útil olhar para o nosso passado.

Não se trata apenas de analisar nossa infância (certamente fundamental), mas também de observar nossos relacionamentos passados e presentes. Você pode se perguntar algumas coisas como:

1- Que obstáculos existiam?

2- O que deu errado?

3- Que tipo de problemas tendem a reaparecer com frequência?

4- Como você se afasta quando o relacionamento parece ficar mais sério?

5- Que tipo de pensamentos você tem ou teve que levaram o parceiro a ir embora?

Aprenda a reconhecer as verdadeiras defesas que nos levam a nos distanciarmos da intimidade emocional.

Se começarmos a reconhecer esses modelos, podemos rastrear suas raízes na infância.

De fato, para se ter uma relação adulta satisfatória, muitas vezes é necessária uma verdadeira ruptura com os modelos de relacionamento de nossas famílias de origem.

2) Pare de ouvir sua voz crítica interior

Tente reconhecer aquela vozinha em sua cabeça que o alimenta com frases como: “Ele não te ama de verdade. Não seja boba/o. Saia antes que ele te machuque de verdade ”

Pense em como essa voz ensina você a evitar qualquer tipo de intimidade ou como ela afeta sua autoestima com frases como: “Você é muito feio / gordo / pobre / desajeitado para ter um relacionamento. Ninguém vai se interessar muito por você ”.

Durante sua vida, esses pensamentos tenderão a distanciá-lo de qualquer relacionamento íntimo.

Identificá-los ajudará você a parar de vê-los como a única realidade possível.

Você passará a enxergá-los apenas como um ponto de vista distorcido.

3) Desafie suas defesas

É fácil voltar sempre às atividades que nos fazem sentir seguros, às nossas defesas que nos protegem dos perigos do mundo e dos relacionamentos.

Mas que também nos fazem sentir muito solitários.

Começar a questionar e desafiar essas defesas é o primeiro passo para mudar de perspectiva e se aproximar do outro.

4) Ouça suas emoções

O amor nos faz sentir.

Aprofunda nossa capacidade de nos alegrarmos, de ficarmos entusiasmados e empolgados.

Ao mesmo tempo, também nos torna mais sensíveis à dor, à perda e pode trazer de volta feridas anteriores.

Mas, quando tentamos evitar a dor, também nos impedimos de sentir alegria e amor. Quando essas emoções surgirem, devemos estar abertos para senti-las. Pelo menos por algum tempo.

A tristeza, assim como a ansiedade, podem ser sinais de nossa disposição para sermos mais vulneráveis, e consequentemente mais abertos.

5) Dê tempo ao tempo

É impensável superar esse problema do medo de amar da noite para o dia.

Você pode dar pequenos passos desafiando a si mesmo todos os dias para enfrentar o seu medo do amar e ser mais consciente e aberto.

O medo de se apaixonar tende a estar profundamente enraizado na pessoa, então não há solução rápida. Além da terapia, você também pode tentar aprender mais lendo livros sobre o assunto ou participando de seminários.

Também é bom meditar e se aproximar da espiritualidade.

Se estiver se sentindo realmente mal, buscar ajuda o mais rápido possível é a chave para lidar com isso e começar a viver uma vida plena e feliz.

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Marcello Salvaggio


Sou escritor e pesquisador nas áreas da religião, da literatura, do misticismo e da história.
Considero a espiritualidade a chave fundamental para o entendimento de nossas vidas, para encontrarmos o verdadeiro sentido de nossa existência, e todo meu trabalho é orientado nesse sentido.
Tenho livros publicados no Brasil e na Itália e sou formado em Letras pela USP e auricoloterapia pelo instituto EOMA, escola especializada em acupuntura e em outros ramos da medicina tradicional chinesa.
No campo da terapia e do aconselhamento, considero essenciais a empatia e o respeito ao livre-arbítrio alheio.


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