Cada casa trabalha de uma forma, até o nome que damos pode ser diferente, Centro de Umbanda, Terreiro de Umbanda.

Além disto, ainda teremos as vertentes, cada uma trabalha de uma forma, mas vou usar como exemplo a Umbanda Tradicional, a que encontramos com maior facilidade, apesar de achar que não existe um terreiro que não tenha uma certa mistura de linhas e formas de trabalho.

No geral, a gira ou os trabalhos acontecem uma vez por semana, sempre no mesmo horário, salvo quando houver festas, aí o horário poderá ser alterado de acordo com o Pai da Casa.

Faça agora mesmo uma consulta online via chat escrito

O trabalho está dividido em algumas etapas:

  • Defumação
  • Bater Cabeça
  • Abrir os trabalhos
  • Passes
  • Consultas
  • Encerramento

Abertura dos trabalhos em um Centro de Umbanda

Defumação:

A defumação é o primeiro ritual que acontece num Centro de Umbanda.

O Pai da casa, ou alguém que ele determinar, defuma os filhos da casa e os consulentes, além é claro do ambiente.

Enquanto a defumação está acontecendo, as curimbas ou tambores, estão tocando pontos para a defumação.

Esta defumação é feita de ervas, a escolha do Pai da casa e tem como finalidade, livrar o campo energético dos que ali se encontram, de todas as energias negativas que podem estar carregando.

Não preciso aqui dizer que os filhos da casa, precisam tomar seus banhos de defesa e proteção antes de ir para um trabalho em um Centro de Umbanda.

Bater cabeça:

Primeiro o que é bater cabeça? Bater cabeça, é ir em frente ao congar, bater sua cabeça no chão, e reconhecer a força dos Orixás e entidades que irão trabalhar naquele dia, é se colocar à disposição da espiritualidade, pedir permissão e apoio para os trabalhos que serão realizados.

Dito isto, em algumas casas o ritual de bater cabeça, acontece nas aberturas dos trabalhos, ou seja, as curimbas tocam pontos para bater cabeça e um por um dos filhos da casa, deitam-se em uma esteira em frente ao altar e bate sua cabeça (reverência).

Mas, em alguns outros Centros de Umbanda o bater cabeça acontece de forma diferente, todo filho da casa que chega para os trabalhos, pega seu pano de cabeça, um pano branco, e vai até o congar, bater sua cabeça, pedindo proteção e forças para os trabalhos daquele dia.

A diferença aqui é clara, no primeiro exemplo os consulentes já estão na casa e participam do ritual de bater cabeça, no outro não. O filho da casa bate cabeça sozinho.

Se pensarmos bem, o segundo exemplo é o mais correto, já que se a casa tiver muitos filhos na corrente, o bater cabeça pode demorar muito e cansar a assistência que começa a perder a concentração.

O ideal é cada filho bater cabeça quando chega no Centro de Umbanda, e este ritual não participar da abertura dos trabalhos.

Ganhe 50% d crédito a mais na primeira compra

Abrir os trabalhos:

Neste momento o Pai da casa abre as cortinas do congar, e pedimos a proteção para iniciar os trabalhos daquela noite.

O Pai da casa faz uma oração, geralmente o Pai Nosso, faz ainda uma preleção dos trabalhos daquela noite, quais as linhas irão trabalhar, o que os consulentes podem pedir para cada linha.

Enfim, uma orientação geral para que se possa então, iniciar os trabalhos.

No geral, o trabalho é dividido em dois momentos, no primeiro momento ficam para os passes, depois disto teremos uma pausa para os médiuns que pode ser de 10 min e volta-se para a segunda parte do trabalho que é a consulta.

O passe é dado por uma linha, que pode ser a dos Caboclos, Pretos- Velhos, e o atendimento é dado por uma outra linha, que pode ser de Baianos, Marinheiros, Ciganos, enfim.

Passes:

Os passes nada mais são do que a retirada de energias negativas que estão com aquele consulente, miasmas, formas astrais, larvas, enfim, o passe serve para retirar do consulente as energias ruins que estão com ele.

Por isto, o fumo é tão importante na Umbanda, com a fumaça dos charutos, cachimbos ou dos cigarros quer sejam de palha ou normais, as entidades vão limpando o campo energético do consulente com suas baforadas de fumaça.

No passe não existe consulta, ou seja, não é aqui neste momento que o consulente vai falar sobre a razão de estar ali, mas pode acontecer de a entidade passar um conselho, uma mensagem, orientar para um banho.

E no momento da consulta que o consulente poderá conversar com as entidades.

veja os depoimentos

Consultas:

Este é o momento onde o consulente conversa com a entidade, fala sobre seus problemas, e pede por uma orientação.

Alguns Centros de Umbanda, determinam o tempo de cada consulta, mas em outros não, determinar o tempo é apenas uma questão de organização, pois se houver a necessidade de ficar mais tempo com uma pessoa, a entidade vai ficar.

Este aqui é o momento de pedir por ajuda e de ouvir as orientações das entidades sobre o que deve ser feito.

Encerramento:

No encerramento, o Pai da casa agradece pela presença de todos, pela ajuda dos Orixás e das entidades que trabalharam naquela noite.

Costuma-se chamar uma outra linha para o fechamento dos trabalhos, esta linha tem a finalidade de levar tudo o que ainda ficou de negativo no ambiente, e de limpar energeticamente os médiuns principalmente os de incorporação.

Encerra-se os trabalhos no Centro de Umbanda com a curimba tocando e os filhos da casa cantando pontos de agradecimento e encerramento.

Consulte os Búzios e o tarot online via chat

Conclusão

Como dito no início deste artigo, cada Centro de Umbanda, trabalha de uma forma, não importa qual linha se segue dentro da Umbanda, de qual vertente estamos falando, precisamos seguir estes seis passos para se ter um trabalho com firmeza.

Se o Pai da casa, vai permitir que no primeiro momento dos trabalhos já aconteça as consultas e no segundo momento apenas a limpeza do ambiente, ou se vai dividir em passes e consultas, não importa.

Importa que os passos fundamentais sejam seguidos, os que foram descritos aqui, para que os trabalhos aconteçam de forma segura.

Saravá!

Gostaram do artigo?

Se sim, compartilhe em suas redes sociais.

Ficou com alguma dúvida ou quer fazer algum comentário?

Mande nos um e-mail e teremos muito prazer em respondê-lo.