julho 20, 2021

Carência: veja como sair dessa!

Vamos encarar a verdade: todos sofremos um pouco por carência, todos somos um pouco carentes.

Tanto em crianças quanto em adultos, toda essa carência, essa necessidade de afeto que nos faz falta, pode ser um sério problema.

No entanto, há modos de superar isso.

Vejamos algo a respeito!

Carência, falta de ânimo e traumas emocionais.

carencia afetiva

Todos nós podemos ficar um pouco tristes, um pouco desanimados e, muitas vezes, atribuímos esse mal-estar à carência.

Todos nós sofremos com ela, alguns quando crianças e outros como adultos.

Essa doença emocional está profundamente enraizada em nós. Principalmente se, quando crianças, não nos sentimos plenamente amados e bem recebidos por nossa família ou por um familiar importante, como nosso pai ou nossa mãe.

Assim, mesmo na vida adulta, os mimos dos quais sentimos falta têm repercussão no dia a dia. Não estamos falando de pessoas que não são muito afetuosas e carinhosas, mas de pessoas que sofrem com a falta disso.

A falta de afeto

Quando somos pequenos, na primeira infância, nosso primeiro amor são nossos pais, mas, infelizmente, nem todas as crianças têm esse sentimento retribuído.

Se é absolutamente normal para uma criança se relacionar e sentir um sentimento de amor pelos pais, o vice-versa nem sempre é verdade. E essa situação afetará toda a vida da criança.

A partir de uma idade mais avançada, digamos que em idade escolar, ela começará a buscar o carinho de colegas e professores.

Não é um problema um simples pedido de amizade, nem o desejo de estar com os outros, que é normal e legítimo. O problema é quando certas aproximações são recusadas, e a pessoa vai se sentindo cada vez mais rejeitada. O problema que estava relacionado aos pais passa a se refletir em outros campos, em outros relacionamentos.

Quando crianças, temos necessidade do contato físico que nos faz sentir cuidados e mimados.

Na adolescência, essa necessidade toma outras formas. E é quando o problema da carência pode se manifestar em sua fase mais aguda.

O menino ou menina que sofreu com a falta de carinho dos pais pode voltar sua atenção para um amor errado, para uma pessoa que só pode fazer mal a ele ou ela. Porque pode se apaixonar pela primeira pessoa que sorrir ou der corda, sem imaginar que essa pessoa pode estar querendo brincar com seus sentimentos.

Isso pode se estender e também acontecer ou se repetir na idade adulta. Mesmo uma pessoa madura em termos de anos corre o risco de ter problemas de relacionamento, dificuldades em criar uma relação estável e, em última análise, também com futuros filhos.

O problema que era com os pais vai sendo transferido e modificado sem ser solucionado, e temos aqui um ciclo vicioso.

O poder dos abraços

O poder dos abraços

Dentre as diversas formas de carinho e cuidado com o próximo, o abraço é certamente a forma mais utilizada. E é também a mais amada pelas crianças que adoram estar junto da mamãe e do papai, aninhados em seus braços ou mesmo recostados no sofá, quando um acaricia o outro.

O abraço, além de ser uma manifestação de afeto entre duas pessoas, também parece ter um poder curativo. Nas crianças, por exemplo, fortalece a autoestima, fazendo com que se sintam seguras e protegidas. Em uma palavra, amadas e tranquilizadas.

Mas mesmo os abraços entre adultos não são simples doçuras, mas verdadeiros momentos de cura. Os abraços acalmam a ansiedade e o estresse, reequilibrariam nosso sistema nervoso, ajudam nosso sistema imunológico e, finalmente, podem nos fornecer mais calma e paciência.

Uma base segura

Para crescermos bem, para termos uma vida que não seja necessariamente rica em sucesso material, mas pelo menos satisfatória do ponto de vista afetivo e emocional, é necessário um alicerce seguro.

Assim como uma árvore com raízes profundas, o ser humano, para ter uma existência agradável, deve partir de fundamentos sólidos, que se enraíza na família.

Se a família era desestruturada, a pessoa se torna desestruturada. E a culpa não é dela, que fique bem claro, é uma questão de situação.

Também é verdade que, além da família de sangue, outras pessoas podem nos marcar profundamente.

Elas podem gerar medo de nos ferirmos em novos relacionamentos.

E assim, além da carência, do vazio que sentimos, há o medo de nos envolvermos e aumentar ainda mais essa ferida, ou de fazê-la voltar a sangrar.

Podemos replantar nossas raízes?

Como nos livrarmos do problema

Não é fácil superar a sensação de vazio deixada por quem não nos amou ou não nos amou da maneira certa.

Nem é simples deixar de sentir falta de carinho quando estamos sozinhos ou isolados, e nos lembramos de coisas do passado que contribuíram para que sentíssemos mais necessidade de sermos mimados, de termos atenção.

No entanto, é possível sair dessa.

As raízes não podem ser arrancadas, fazem parte da nossa história. Mas podem ser transformadas.

Seu passado está lá, mas você não precisa se deixar afetar por ele.

Busque ocupar sua mente. Tenha um hobby, uma atividade paralela além do seu trabalho. Algo de que realmente goste.

Medite, se interiorize, isso sempre vai ajudar você a relaxar.

Conheça novas pessoas: se estiver em uma circunstância em que sair é difícil, a internet está aí para isso. Use-a como ferramenta de comunicação. E se não der certo, siga em frente.

Reconstrua sua autoestima.

Vamos procurar ser bons sozinhos, sem depender do outro.

Vamos dar o nosso melhor em todos os grupos de que fazemos parte e festejar os sucessos.

Você também pode sempre buscar ajuda.

Pedir ajuda a um amigo ou ir ao terapeuta não são coisas fáceis para certas pessoas, até porque muitas vezes a carência não é reconhecida ou considerada como um problema real.

No entanto, faça esse passo se sentir necessidade. Até porque a carência, se não cuidada, pode se tornar um problema crônico e mais afastar do que aproximar pessoas, que podem se sentir incomodadas ou assustadas com gente “carente demais.”

Tenha fé e confiança em si mesma/o e não rasteja aos pés de ninguém para conseguir afeto. Até porque isso não traz afeto, somente pode ser visto como uma oportunidade para pessoas mal-intencionadas que simplesmente querem usar os outros e sentem prazer em manipular.

Um terapeuta é capaz de compreender nosso desconforto e pode nos ajudar a sair dele e a encontrar os estímulos certos para uma vida melhor e satisfatória. Portanto, se puder e precisar, não hesite em contactar um.

Faça o bem ao próximo

Se mesmo nossos pais não puderam cuidar de nós como deveriam, então por que deveríamos continuar a acreditar nos outros?

Faça o bem ao próximo

Porque acreditar nos outros nos liberta da escravidão da ausência em que crescemos e nos formamos. Acredite no próximo, há pessoas boas por aí, mesmo enquanto mantém a atenção para não cair nas armadilhas pessoas ruins. Faça o bem a essas pessoas que precisam de um ombro amigo.

Talvez tenhamos tido uma infância feliz com nossos pais, mas foram nossos amigos e a escola que nos fizeram sentir mal.

Também neste caso, poder dedicar um tempo aos outros, a um completo estranho em necessidade, consegue preencher um vazio, e pode se tornar um antídoto.

O Voluntariado

Esta é uma boa maneira de poder cuidar dos outros e ao mesmo tempo ajudar a nós mesmos.

Ser capaz de dar amor a estranhos nos ajudará a fechar e curar as feridas mais profundas de nossa alma.

A caridade nos ajudará a fazer as pazes com nós mesmos para que possamos então iniciar um novo caminho.

Uma nova história de amor alimentada por alicerces seguros, pela vontade de se doar ao outro com a consciência de que também nós somos importantes, de que também nós temos direito à nossa dose de atenção, afeto e cumplicidade.

E aqui, graças ao nosso próximo, também nós podemos renascer e perdoar.



Marcello Salvaggio
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Marcello Salvaggio


Sou escritor e pesquisador nas áreas da religião, da literatura, do misticismo e da história.
Considero a espiritualidade a chave fundamental para o entendimento de nossas vidas, para encontrarmos o verdadeiro sentido de nossa existência, e todo meu trabalho é orientado nesse sentido.
Tenho livros publicados no Brasil e na Itália e sou formado em Letras pela USP e auricoloterapia pelo instituto EOMA, escola especializada em acupuntura e em outros ramos da medicina tradicional chinesa.
No campo da terapia e do aconselhamento, considero essenciais a empatia e o respeito ao livre-arbítrio alheio.

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