abril 5, 2021

Brochar: os mitos e as verdades. Como lidar com isso.

Uma noite perfeita?

Brochar alguma vez é um momento que acontece com quase todos os casais e não representa um drama real.

Imagina a situação: o jantar foi muito bom e não houve momentos de tédio. Ou então, depois de uma noite animada em um barzinho ou em algum outro lugar onde vocês dançaram e se divertiram, vocês vão para casa ou para o motel e as coisas que já estavam quentes parece que vão pegar fogo de vez.

Uma noite perfeita?

Um se aproxima do outro, suas mãos se tocam, se beijam, as roupas são jogadas no chão. Assim chegamos à hora h, direto ao ponto. Mas algo não está saindo como planejado: ele não parece fisicamente pronto. Para dizer o mínimo, a ereção parece estar em fuga.

Eis o momento crítico. Como isso aconteceu? Os dois amantes estavam prontos para o prazer, mas não parece que o apetite sexual será satisfeito. Não haverá a noite intensa esperada pelos dois. Como ele pode brochar?

Brochar é algo que pode acontecer com qualquer um.

Brochar alguma vez é um momento que acontece com quase todos os casais e não representa um drama real.

No entanto, esse cenário apavora boa parte dos homens e deixa quase todas as mulheres em desespero ou pelo menos bastante preocupadas.

Psicologicamente é uma falha que pode ferir e abrir cenários que em alguns casos se tornam problemáticos.

Como reagir à falta de ereção no parceiro masculino? Há mulheres que erroneamente passam a pensar nisso como falta de envolvimento, de tesão do parceiro nela, mas na realidade a questão é mais complexa, tem muitas facetas.

O que fazer quando o homem brochar?

O que fazer quando o homem brochar?

Em primeiro lugar, deve-se lembrar que se a ereção não estiver presente eventualmente, uma vez depois de vários atos sexuais bem-sucedidos, isso não é nada que deva preocupar nem o homem nem a mulher.

Pode ser normal que um homem brochar, mesmo que o contexto seja favorável. Nestes casos, se esporádicos, a mulher pode oferecer outro tipo de prazer compartilhado. Um casal não se diverte apenas com o prazer sexual da penetração com o pênis. Sempre há os dedos, a língua, e os questão abertos a isso também podem recorrer de vez em quando a algum “brinquedo”.

Há alguns homens que se sentem incomodados ou feridos na masculinidade ao se recorrer a um acessório do tipo. Mas não há nada de errado nem anormal, nem é uma perversão. Simplesmente é uma outra forma de buscar satisfação juntos e pode até ser “libertador” se o parceiro não está pronto naquele momento, como quando não está em perfeitas condições de saúde.

Há casos de mulheres que porque o homem veio a brochar uma vez, e não o conhecem há muito tempo, o abandonam e não querem mais saber dele, passam a fugir dele. Cada um é livre de fazer o que bem deseja, mas não é porque houve uma falha uma vez que vai acontecer sempre.

O nervosismo pode levar à brochar. Então um pouco de compreensão nunca é demais, e assim se evitam feridas emocionais e situações constrangedoras.

Para a mulher, dar apoio nessa hora é fundamental, e como dissemos antes buscar se divertir de qualquer forma de outra maneira.

Para o homem, é uma questão de relaxar e tentar de novo no dia seguinte, quando ele pode estar melhor, mais descansado e relaxado. Algo importante é não deixar a autoestima despencar, até porque pode ser uma situação isolada na sua vida.

E quando brochar se torna algo constante?

Às vezes pode acontecer que o corpo não reaja perfeitamente às suas intenções. Algo bem diferente é quando a disfunção erétil é constante.

Mas mesmo aqui, se o parceiro é uma pessoa importante, se ele brochar, isso não deve ser dramatizado em excesso.

Claro, isso não significa não fazer nada, mas aceitar e encontrar uma solução, buscando as causas para o problema. E o quanto antes tratar, quanto mais cedo se procura um remédio, mais simples é o processo.

As terapias são diferentes umas das outras e quase sempre atuam em frentes e setores diferentes. Ou seja, envolvem aspectos físicos e psicológicos.

O problema sexual, pela sua natureza, é quase sempre misto: não por acaso a sexologia muitas vezes é algo que se desenvolve bem em equipe.

Por exemplo, o psicólogo está lá para ouvir e aconselhar, e sugerir soluções do ponto de vista mental. Um acupunturista pode ajudar do ponto de vista energético. E se for o caso pode-se recorrer a um medicamento com o médico, mas isso em último caso.

Instintivamente alguns homens que sofrem ao brochar, em lugar de buscarem ajuda logo, acabam demorando a fazer isso ou indo ao médico escondidos, porque é algo considerado um tabu, e às vezes gostariam de tomar de cara o medicamento.

Este, no entanto, é apenas um paliativo que não resolve a questão em um nível mais profundo.

As causas da disfunção erétil podem ser muitas. Algumas físicas, como diabetes ou algumas doenças cardiovasculares, enquanto que outras – a maioria delas – psicológicas.

E como a mente aqui desempenha um papel de leão, a parceira também pode contribuir tanto para o agravamento como para a solução da questão.

A ajuda da parceira

A ajuda da parceira

Em primeiro lugar, a parceira pode ajudar bastante tomando consciência de um aspecto fundamental: não é porque aconteceu a brochada, ou está acontecendo, que ele não gosta de você, ou não te considera atraente. Se ele foi para a cama com você e vocês se conhecem há pouco tempo, e estão no auge da paixão, é porque te considera atraente sim.

Mas você mulher pode se perguntar: mas estamos namorando ou casados há muitos anos. Ele não pode ter se acomodado, ou perdido o tesão em mim?

Isso até pode ter acontecido, mas é justamente por isso que precisam buscar logo ajuda. O que não pode acontecer é que um dos dois (ou os dois) se sinta o único responsável pelo aconteceu. É preciso evitar atribuir culpas, em vez disso buscando soluções.

O problema que levou à brochada ou às brochadas tende a ter sua raiz no mundo interior do homem; pode ser provocado por uma inibição ou pressão por desempenho. Também nisso homem e mulher devem relaxar e não se preocupar em ter uma noite – ou dia, para os casais mais diurnos – intensa que sacuda as paredes: esse tremor pode vir naturalmente se os dois relaxarem.

Portanto, a primeira coisa que uma mulher deve fazer é não se identificar como a causa do problema.

Caso isso aconteça, pode gerar dramas e brigas, ou então tormentos interiores desnecessários, e o relacionamento, se já for estável, pode se degastar.

Se vocês se conhecem há pouco tempo, pode atrapalhar a química entre vocês que parecia tão boa.

Em suma, não se auto-flagele, sob o risco de iniciar um processo muito perigoso.

Se a mulher se percebe como motivo da falta de ereção, de fato, ela pode assumir emoções negativas que nada mais fazem além de aumentar a distância com o parceiro, que por sua vez se assusta, tornando-se ainda mais impotente.

Jogar na cara do parceiro o problema também não resolve nada, só agrava a situação, gerando mais pressão e dificuldades. A culpa de um lado ou de outro só pode atrapalhar.

Portanto, uma solução para lidar com esse problema, ou pelo menos para começar a lidar da forma adequada, é não se cobrar nem cobrar, mas deixar fluir e acontecer, se for algo recorrente buscando ajuda.

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Marcello Salvaggio
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Marcello Salvaggio


Sou escritor e pesquisador nas áreas da religião, da literatura, do misticismo e da história.
Considero a espiritualidade a chave fundamental para o entendimento de nossas vidas, para encontrarmos o verdadeiro sentido de nossa existência, e todo meu trabalho é orientado nesse sentido.
Tenho livros publicados no Brasil e na Itália e sou formado em Letras pela USP e auricoloterapia pelo instituto EOMA, escola especializada em acupuntura e em outros ramos da medicina tradicional chinesa.
No campo da terapia e do aconselhamento, considero essenciais a empatia e o respeito ao livre-arbítrio alheio.

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