fevereiro 8, 2021

Autoconhecimento: descubra qual é a sua missão no mundo

O que é o autoconhecimento?

O autoconhecimento representa sabedoria. Mas ele não é um fim a ser alcançado. No processo de autoconhecimento, não se chega nunca a uma conclusão, pelo menos não nesta vida, pois nunca podemos nos conhecer completamente.

Uma das razões disso é que estamos sujeitos a mudanças constantes. Como dizia um antigo filósofo, o homem que sai do rio é diferente do homem que entrou.

No entanto, podemos nos perguntar: o que é autoconhecimento? Pode-se dizer que é um meio pelo qual podemos crescer e aprender, fluir com a passagem do tempo e com nossas experiências.

Sempre nos preocupamos com a imagem que damos aos outros, focamos nos aspectos mais superficiais. E é assim que perdemos de vista nossas raízes mais profundas. Nos esquecemos de quem realmente somos.

Como veremos abaixo, o processo de autoconhecimento requer coragem, honestidade, amor e responsabilidade. Isso acontece porque o autoconhecimento envolve se libertar do preconceito, da culpa, do ódio e do ressentimento.

Para que possamos ir ao fundo das coisas ao longo da nossa existência, precisamos ir além da superfície e do óbvio.

Qual é o objetivo do autoconhecimento?

William-shhakespeare

“De todo conhecimento possível, o mais sábio e mais útil é o de si mesmo”, escreveu William Shakespeare, grande escritor inglês.

Mas por que ele é útil? Porque conhecendo a nós mesmos, descobrimos nosso potencial e tomamos consciência do que podemos fazer.

O autoconhecimento também nos dá paz interior.

O objetivo dele, portanto, é tanto conseguir mais paz em nossas vidas como também evoluir para concretizarmos nossos objetivos.

Esse caminho de constante evolução, o do autoconhecimento, não pode ser seguido rapidamente, com impaciência e ansiedade para se alcançar algo.

Como já dissemos, de fato, não há ponto de chegada. Os objetivos na vida de um ser humano são diversos, mas não há um objetivo que nos leve a concluir: “acabou, não preciso fazer mais nada, já me conheço por inteiro”, afinal, se as coisas fossem assim, a vida se esvaziaria.

Temos que ouvir e satisfazer nossas necessidades. Ao fazermos isso, nos conhecemos e amadurecemos com todas as experiências que temos.

Krishnamurti escreveu:

“Quanto mais você se conhecer, mais clareza terá. O conhecimento pessoal não tem fim: você não alcançará a realização, não chegará a uma conclusão. É um rio sem fim. E quanto mais você se estuda, mais se aprofunda e encontra a paz.

Somente quando a mente está calma – através do conhecimento pessoal, não através da autodisciplina imposta – somente então, nessa quietude, nesse silêncio, a realidade pode se tornar verdade.”

O autoconhecimento é verdade na medida que nos aproxima do que somos realmente.

Como desenvolver o autoconhecimento

autoconhecimento

Estamos acostumados a uma intensa atividade mental. A nos distrairmos facilmente prestando mais atenção ao que os outros fazem e a como eles se comportam do que em nós mesmos.

Somos especialistas em julgar, criticar, dar conselhos, culpar e ver nos outros as coisas que não podemos ver em nós mesmos. Tudo isso serve para nos analisarmos, e com frequência não queremos ver todos os aspectos do que realmente somos.

Se quer desenvolver o autoconhecimento, afaste-se das distrações e busque foco.

As interações com os outros sempre são uma faca de dois gumes. É importante termos relacionamentos com outros seres humanos, mas em primeiro lugar deve vir o relacionamento com nós mesmos.

Por um lado, o relacionamento com os outros é necessário também para o autoconhecimento, porque é graças a eles que podemos descobrir mais sobre nós mesmos e sobre nossos defeitos.

Por outro lado, o relacionamento sem consciência, que nos leva a julgar o próximo o tempo todo, nos distancia dos outros e de nossa capacidade de conhecimento pessoal.

Conhecer-se através do relacionamento com os outros inclui a prática de ouvir a nós mesmos durante essa interação. Precisamos observar o que o outro produz em nós, o que sentimos e que emoções cada um dos comportamentos do outro produzem em nós. Independentemente de serem agradáveis ou desagradáveis.

Acima de tudo, para chegarmos ao autoconhecimento, precisamos procurar entender que tudo o que nos é apresentado é pessoal e está relacionado ao nosso modo de ser.

Muito do que nós somos vem do outro, das nossas interações com o outro. Autoconhecimento também é perceber isso.

Se começamos a conhecer melhor a nós mesmos e a nossa relação com o outro, começamos então a perceber o que nos faz bem e o que nos machuca nas interações com as pessoas.

Ninguém tem o poder de gerar um sentimento ou emoção em nós sem o nosso consentimento. A consciência e a atenção ajudam você a saber quando dar seu consentimento para uma determinada energia ou intenção entrar em sua vida.

Devemos entender que sempre somos cúmplices, não vítimas do que sentimos. Isso se aplica a coisas agradáveis e desagradáveis: quando sentimos amor, é um sentimento que surge em nós através da interação com outras pessoas.

Pense, por exemplo, na raiva: não é algo que surge em você a partir de uma interação? E em todos os casos, é algo que tem a ver apenas com você. Observe-se e perceba como a raiva se forma, que sentimentos a produzem.

Muitas vezes ela se origina de uma bobeira. Se você se conhecer melhor e prestar atenção nela, conseguirá eliminá-la.

Autoconhecimento: Seja autêntico

autentico

O autoconhecimento inevitavelmente nos leva à autenticidade, a nos mostrarmos de maneira mais honesta e real diante dos outros e, sobretudo, diante de nós mesmos, sem termos que recorrer ao auto-engano.

Removemos a necessidade de agradar os outros. Somos o que somos e isso nos faz felizes.

Jean Paul Sartre escreveu: “Quem é autêntico, assume a responsabilidade pelo que é e se reconhece como livre para ser o que é.”

A liberdade de sermos nós mesmos nos ajuda a desenvolver nossa missão no mundo. Se não sabemos quem e como somos de verdade, como pode ser possível desenvolver um trabalho, uma missão?

Técnicas e práticas para desenvolver o autoconhecimento

Há diversas técnicas e práticas para você desenvolver o autoconhecimento. Mas as raízes de todas elas estão em duas palavras mágicas: vida interior.

A vida interior é a vida da alma, a comunicação com a sua essência, com o seu eu mais profundo.

Todas as técnicas de meditação implicam em enriquecer sua vida anterior. Em se examinar profundamente.

Assim são as técnicas do yoga, do tai chi e muitas outras.

Você pode pesquisar diferentes formas de yoga para praticar, ou então tentar tipos diferentes de meditação, como a zen ou a mindfulness.

A oração também é uma válida forma de buscar sua própria fé interior, o que não deixa de ser uma forma de autoconhecimento.

Você pode também buscar a ajuda de um terapeuta. Pode ser um terapeuta holístico, um acupunturista, um psicólogo ou um psiquiatra. Cada um deles pode ajudar você de uma forma diferente e fornecer um bom norte para a sua jornada.

O Tarot também é um interessante método de autoconhecimento. Ainda mais porque ele não permite que você minta para si mesmo/a. As cartas estão lá e não adianta se enganar procurando uma interpretação que diga algo muito diferente do que elas dizem.

Uma técnica que você pode praticar, e que não deixa de ser uma forma de meditação, é parar para observar os próprios pensamentos.

Não tente pará-los nem silenciar a mente de imediato. Apenas observe-os. Deixe que fluam como nuvens.

Dessa forma, você vai aos poucos tomando mais consciência do que pensa.

Conclusão

Em conclusão, vimos como o autoconhecimento é, na verdade, um mar sem limites, porque passamos a vida inteira aprendendo o entendimento e o amor por nós mesmos.

Conseguindo assim compartilhar, com amor, nosso verdadeiro eu com os outros através da autenticidade.

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Marcello Salvaggio
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Marcello Salvaggio


Sou escritor e pesquisador nas áreas da religião, da literatura, do misticismo e da história.
Considero a espiritualidade a chave fundamental para o entendimento de nossas vidas, para encontrarmos o verdadeiro sentido de nossa existência, e todo meu trabalho é orientado nesse sentido.
Tenho livros publicados no Brasil e na Itália e sou formado em Letras pela USP e auricoloterapia pelo instituto EOMA, escola especializada em acupuntura e em outros ramos da medicina tradicional chinesa.
No campo da terapia e do aconselhamento, considero essenciais a empatia e o respeito ao livre-arbítrio alheio.

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