março 23, 2021

Ansiedade: o que é e como superar

Este é um problema humano que se caracteriza por sentimentos de tensão, ameaça, preocupação e que envolve também mudanças físicas, como o aumento da pressão arterial e da intensidade dos batimentos cardíacos.

É, portanto, algo que diz respeito tanto à saúde física como à mental. Algo que começa como meramente psicológico pode depois somatizar e se tornar um problema físico.

Ansiedade: definição e significado

Pessoas com Transtornos de Ansiedade geralmente têm pensamentos e preocupações recorrentes.

Além disso, elas tendem a evitar certas situações, como por exemplo falar em público. E tentam gerenciar preocupações e problemas sem conseguir resolvê-los.

Os sintomas físicos de ansiedade mais frequentes são suores, tremores, taquicardia e vertigens e tonturas.

A palavra vem do latim angere, que significa “apertar”, “estreitar”.

Esta palavra comunica muito bem a sensação de desconforto vivida por quem sofre de algum dos transtornos relacionados ao seu espectro, ou seja, a ideia de constrangimento, pressão, estreitamento e incerteza quanto ao futuro.

Na verdade, é um estado caracterizado por sentimentos de medo e preocupação não ligados, pelo menos aparentemente, a nenhum estímulo específico, ao contrário do medo que pressupõe perigo real.

A Associação Americana de Psiquiatria (1994) o descreve como:

“A antecipação apreensiva de um perigo ou de um evento negativo futuro, acompanhada por sentimentos incômodos ou sintomas físicos de tensão. Os elementos expostos ao risco podem pertencer ao mundo interno ou ao externo ”

Ansiedade: um pouco de história do termo

Os antigos gregos a chamavam de melancolia e pensavam que derivava de um excesso de bile negra presente no corpo.

Hipócrates

Essa ideia, apoiada por Hipócrates e aceita por Aristóteles, curiosamente envolvia a cura com o vinho, remédio natural para os sintomas fisiológicos manifestados.

Somente a partir da Idade Média a ansiedade foi concebida como uma doença mental e espiritual, que a religião pode remediar por meio da redenção dos pecados do paciente.

Embora mais tarde tenham começado a ser desenvolvidas pesquisas médico-biológicas de base mais científica no sentido moderno do termo, muitos remédios naturais, como decocções, sangrias e o uso de ópio e pedras preciosas, continuarão a desempenhar um papel fundamental no tratamento dos sintomas de ansiedade entre a população.

Somente a partir do século XIX a ansiedade será progressivamente concebida como uma doença mental a ser tratada com drogas e psicoterapia.

Diferença entre ansiedade e medo

Diferencie-os e entenda sua importância. A ansiedade é diferente do medo, pois o medo é uma reação funcional para enfrentar um perigo imediato, enquanto a ansiedade visa abordar uma preocupação relacionada a um evento futuro.

Os psicólogos enfatizam esse aspecto do””imediatismo” típico do medo, em contraste com o ato de “prever” o problema que caracteriza a ansiedade.

Deve-se enfatizar que a ansiedade e o medo não são necessariamente sensações “ruins”, mas, ao contrário, têm um papel adaptativo.

O medo, de fato, é fundamental na resposta de “lutar ou fugir”, o que nos permite mobilizar todos os nossos recursos para enfrentar a ameaça ou, alternativamente, fugir dela. Por essa razão, nas circunstâncias certas, uma reação de medo pode salvar nossa vida.

Da mesma forma, a ansiedade nos ajuda a identificar ameaças futuras e a nos prevenir contra elas, desenhando cenários hipotéticos em que poderíamos estar envolvidos e, nesse caso, teríamos que enfrentar a situação temida.

Na verdade, como nos ensina a lei de Yerkes e Dodson, um certo grau de ansiedade (portanto não excessivo) nos permite ser mais eficientes do que quando estamos calmos.

Porém, em humanos, mas também em animais, a ansiedade muitas vezes vai além de seus aspectos adaptativos. Ela acaba transbordando e nos levando ao excesso de preocupações e à doença.

Transtornos de ansiedade

Ansiedade: o que é e como superar

Quando o desconforto se torna clinicamente relevante e significa doença. De acordo com as indicações fornecidas no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, os transtornos de ansiedade diferem do medo ou da ansiedade de desenvolvimento normal porque são excessivos ou persistentes (normalmente duram 6 meses ou mais).

Muitos transtornos de ansiedade se desenvolvem na infância e tendem a persistir quando não tratados.

A maioria é mais comumente encontrada na população feminina, com uma proporção de 2: 1 em relação aos homens.

Também vale ressaltar que qualquer transtorno de ansiedade é diagnosticado somente quando os sintomas não são atribuíveis aos efeitos físicos de uma substância/droga ou a outra condição médica.

A ansiedade patológica, se não tratada, pode levar à depressão.

E para que seja feito o diagnóstico, é necessário um terapeuta ou médico competente.

O tratamento da ansiedade

O tratamento da ansiedade envolve a eliminação ou redução do sintoma e, posteriormente, a obtenção de uma adaptação adequada do indivíduo ao ambiente por meio de técnicas comportamentais e técnicas de reestruturação interna.

Portanto, é algo que só pode ser aplicado por um terapeuta competente.

Dependendo do grau de intensidade, pode haver a necessidade de medicamentos. Aliados a práticas como meditação e/ou técnicas de psicologia.

As estratégias e técnicas usadas incluem, por exemplo, a reestruturação de crenças irracionais, desmontando certos medos, e exercícios de resolução de problemas.

É preciso, no tratamento, compreender os fatores que contribuem ou contribuíram para o desenvolvimento do transtorno. Estes fatores podem incluir crenças negativas e a sensação de iminência do perigo e do fracasso.

Como saber quando devo procurar ajuda?

Como saber quando devo procurar ajuda?

Se os sintomas de ansiedade duram há mais de seis meses, e qualquer expectativa gera incômodos e medos que não passam, é então chegado o momento de você procurar auxílio.

Caso contrário, se são apenas episódios passageiros, é algo que faz parte da vida! Se você quiser diminuí-los, pode de qualquer forma buscar terapia e/ou praticar meditação, o que sem dúvida será de grande ajuda.

O que você não deve fazer é ficar de braços cruzados se o problema se arrasta. Antes que ele se alastre, é preciso fazer algo.

A ansiedade pode atrapalhar bastante na interação social e na convivência com as outras pessoas. Por isso fique atento/a aos sinais e não deixe a água transbordar.

Lembre-se sempre do seu valor pessoal e, por mais que uma situação seja terrível e amedrontadora, ela de qualquer forma será uma situação passageira.



Marcello Salvaggio
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Marcello Salvaggio


Sou escritor e pesquisador nas áreas da religião, da literatura, do misticismo e da história.
Considero a espiritualidade a chave fundamental para o entendimento de nossas vidas, para encontrarmos o verdadeiro sentido de nossa existência, e todo meu trabalho é orientado nesse sentido.
Tenho livros publicados no Brasil e na Itália e sou formado em Letras pela USP e auricoloterapia pelo instituto EOMA, escola especializada em acupuntura e em outros ramos da medicina tradicional chinesa.
No campo da terapia e do aconselhamento, considero essenciais a empatia e o respeito ao livre-arbítrio alheio.

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