novembro 30, 2020

Amor proibido: como lidar com essa situação?

As dificuldades em se viver um amor proibido

Não é nada fácil viver um amor proibido, ter de esconder quem se ama dos outros ou de alguns outros.

No entanto, esta ainda é uma realidade que não está presente só na história de Romeu e Julieta, mas que ainda vive nos dias de hoje.

As dificuldades em se viver um amor proibido

Às vezes o amor se acende e se intensifica quando é acompanhado por uma dose, grande ou pequena, de impossibilidade. A paixão nunca é tão ardente como quando é impedida por alguma proibição. E se houver um segredo para guardar, melhor ainda. Existe um fascínio perigoso em torno dos amores clandestinos.

Mas, assim como o inseto que voa ao redor de uma fogueira às vezes acaba se queimando, amores proibidos podem acabar mal.

Às vezes terminam com um adeus simples e romântico, mas na maioria dos casos deixam feridas profundas nas pessoas envolvidas, que demoram a cicatrizar.

Ainda assim, muitos insistem no amor proibido em vez de tentar um caminho considerado mais fácil ou adequado.

Vamos refletir sobre a seguinte frase:

“E para os amantes, seu amor desesperado pode ser um crime, mas nunca será um pecado.” -José Ángel Buesa

Os amores clandestinos

Por trás da escolha de manter um amor em segredo, geralmente, há uma necessidade muito forte.

Na maioria dos casos, senão sempre, o que você quer esconder é a presença de um terceiro indivíduo com quem existe um compromisso amoroso.

Normalmente, amores clandestinos são amores que envolvem pelo menos três pessoas. Às vezes quatro. Às vezes mais.

Os famosos triângulos amorosos.

Na maioria dos casos, podemos dizer que essa história muito bem. É inevitável que alguém se machuque. Por exemplo um marido ou esposa que é trocado/a.

As pessoas podem viver esses amores clandestinos quando se é infeliz no casamento, mas não ocorre a separação porque existe um medo que por exemplo envolve os filhos.

No entanto, um relacionamento preexistente não é o único motivo que leva um amor a se esconder. Pode haver razões de conveniência em jogo, como no caso de pessoas famosas que precisam manter seus relacionamentos em segredo para não perder admiradores.

Também podem existir outros tipos de pressões, no nível familiar, profissional ou social, que exigem sigilo na relação.

Por exemplo a clássica história de alguém que se apaixona por uma pessoa de classe social inferior ou estrangeira que não é bem-vista pela família, encarada às vezes como oportunista.

Em qualquer caso, amores desse tipo são definidos como proibidos porque são de alguma forma clandestinos.

E é esse elemento de proibição que dá um sabor especial a esses relacionamentos. A relação não pode se desenvolver de forma “normal”, torna-se necessário inaugurar uma espécie de “vida paralela” para poder manter vivo esse amor.

O fascínio do proibido

O fascínio do proibido

Qualquer proibição é ao mesmo tempo um convite. Isso acontece porque na mente humana a proibição ativa o desejo.

O seu interesse por um filme não aumenta se você souber que ele foi censurado em alguns países? Você não observa com maior interesse uma porta que traz as palavras “entrada proibida”? Você não gostaria de ser um daqueles que podem abri-la?

Tudo o que é proibido tem um encanto natural, pois permite vislumbrar, em primeiro plano, o que falta a uma pessoa. Por exemplo uma pessoa rica, mas que se sente vivendo num mundo artificial e monótona, pode se sentir atraída por alguém pobre, mas que parece viver uma vida mais espontânea e com incertezas que podem proporcionar aventuras e novas emoções.

É justamente dessa falta interior (que se revela com o proibido) que surge o desejo. Por isso, proibição e desejo podem se tornar duas faces da mesma moeda.

Quando se trata de amor, as coisas adquirem um caráter ainda mais efervescente. A proibição vira combustível para a chama, mesmo quando a chama é tímida no início.

Obstáculos tornam-se estímulos e o risco acaba sendo visto como um desafio atraente. O próprio perigo do relacionamento favorece o apaixonamento. Mas tome cuidado, porque brincar muito com fogo pode te queimar.

O perigo dos amores proibidos

O primeiro perigo que encontramos em um amor proibido é, naturalmente, ser descoberto. Supõe-se que, se deve ser mantido oculto, é porque revelá-lo levaria sérias consequências.

Nada é totalmente secreto entre o céu e a terra, e são raros os casos em que a verdade permanece oculta por muito tempo.

Também é verdade que muitos casais de amantes vivenciam a ideia da revelação e da descoberta com uma emoção intensa.

São os que sentem o desejo mais ou menos inconsciente de serem apanhados em flagrante.

Em parte, porque às vezes um dos lados da relação proibida se cansa de viver aquilo e quer passar para algo aberto. Em parte, também porque algumas pessoas sentem uma excitação nisso.

Outro perigo reside no fato de que, se entregando ao amor proibido, a pessoa pode estar brincando com os sentimentos do outro. Principalmente nos casos em que há traição.

E também há aqueles casos em que uma pessoa está sendo sincera no amor proibido e a outra não, quer mantê-lo como algo clandestino por ser conveniente.

Por exemplo, aquele amante que quer continuar como amante porque é vantajoso para ele, tem a parte boa da relação, sem precisar lidar com os momentos difíceis.

Os amores proibidos também podem acabar sem ter melhorado em nada nossas vidas, gerando desgaste na família.

Podem terminar sendo capítulos da vida em que você depois vai sentir como se tivesse se comportado como uma criança que não queria obedecer.

O amor proibido pode ser bem-sucedido?

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Claro que existem casos de sucesso. Mas no geral as pessoas que vivem esse tipo de amor só conseguem ser plenamente felizes a partir do momento que esse amor deixa de ser proibido.

O ideal, se começar a viver um amor proibido, é não ficar preso a ele por um longo tempo.

Enfrente a realidade com coragem: se quer levá-lo adiante, precisará assumi-lo. Caso contrário, é melhor terminar esse tipo de relação.

A vida muitas vezes foge do nosso controle, e a experiência de um amor do tipo pode acontecer com qualquer um.

Mas a sinceridade é sempre melhor. Não deixe a situação se arrastar, ou as consequências depois serão piores.

Há casos de amores proibidos que terminam em crimes e até suicídio. Portanto, não fique preso à jaula do amor proibido: abra as portas que te trancam.

Se por acaso a outra pessoa não quiser sair dessa situação, se para ela é conveniente ficar vivendo um amor escondido, tenha bem firme em mente que talvez esta não seja uma pessoa realmente confiável.

Talvez esteja só usando você e pode te descartar a qualquer momento. Porque quem ama de verdade quer viver algo que possa mostrar ao mundo inteiro.

3 histórias famosas de amor proibido

Para terminar, vamos mencionar aqui três histórias famosas de amor proibido que podem ajudar você a refletir mais a respeito e também a se enriquecer culturalmente!

Você pode ler os livros em questão, ou então ver os filmes baseados nessas obras, que com certeza são bastante interessantes.

Romeu e Julieta (Autor: William Shakespeare)

A de Romeu e Julieta é a história de amor proibido por excelência, a “Bíblia” da paixão e do amor impossível, assim como a obra mais conhecida de William Shakespeare.

Os dois jovens amantes são os protagonistas de uma história destinada a terminar em tragédia: vindos de duas famílias inimigas, Montecchi e Capuleti, rivais de Verona, na Itália, desafiam a vontade dos pais ao tecerem uma relação clandestina que os levará ao extremo sacrifício.

Você também pode assistir à peça e há inúmeras adaptações para o cinema.

Madame Bovary (Autor: Gustave Flaubert)

A protagonista deste romance sofre a frustração e o tédio de um casamento sem amor, que a leva a buscar satisfação sentimental em outro lugar, a fim de escapar da superficialidade e das aparências da alta sociedade.

Ela tem casos extraconjugais e um sobretudo, o com Rodolphe, a empurra a abandonar o marido em busca de um amor idealizado.

Anna Karenina (Autor: Lev Tolstoi)

Essa também é uma forte história de amor proibido.

Nela, Anna Karenina tem um caso extraconjugal com o conde Vronsky. Temos aqui uma gangorra de intensas emoções no ambiente da alta sociedade russa em meados do século XIX.

E você, já viveu uma história de amor proibido? Gostou do artigo? Comente aqui e compartilhe em suas redes sociais.



Marcello Salvaggio
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Marcello Salvaggio


Sou escritor e pesquisador nas áreas da religião, da literatura, do misticismo e da história.
Considero a espiritualidade a chave fundamental para o entendimento de nossas vidas, para encontrarmos o verdadeiro sentido de nossa existência, e todo meu trabalho é orientado nesse sentido.
Tenho livros publicados no Brasil e na Itália e sou formado em Letras pela USP e auricoloterapia pelo instituto EOMA, escola especializada em acupuntura e em outros ramos da medicina tradicional chinesa.
No campo da terapia e do aconselhamento, considero essenciais a empatia e o respeito ao livre-arbítrio alheio.

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