abril 2, 2021

Amor platônico: você já sentiu? Conheça 8 sinais.

Amor platônico: você já sentiu?

Você já amou alguém profundamente, mas não queria fazer sexo com aquela pessoa ou não sentia assim tanta vontade fazer? Em caso afirmativo, você provavelmente já experimentou o amor platônico, um sentimento em que a atração física fica de fora ou em segundo plano.

Mas mesmo que não haja paixão romântica, isso não significa que não seja um vínculo forte e avassalador, muito pelo contrário.

O que é amor platônico?

amor platônico

Pode parecer uma relação de outra época, como o amor platônico entre Dante e Beatriz, feito apenas de sentimentos, olhares e idealização do amor.

Na realidade, quem vive hoje um amor não correspondido, ou também um amor à distância, vive uma relação platônica, justamente porque falta o contato físico e sexual.

É um vínculo profundo que sentimos por alguém, mas que por vários motivos deve se limitar apenas à ideia de amor.

Muitas vezes sentimos essa ligação intensa com a forte harmonia mental, pelo carisma de uma pessoa ou pelo fato dela ser capaz de nos fazer sentir importantes, indo além de gênero, distância e diferença de idade.

Cuidados com relação ao amor platônico

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Se você costuma sentir atração intelectual por alguém que não corresponde o seu amor ou está distante, fique atento para não idealizar demais as coisas.

Você pode desenvolver uma ideia de amor baseada mais na fantasia do que na realidade. E isso pode levar você a não experimentar um amor mais concreto e a se refugiar em uma visão irreal dos relacionamentos, porque está baseada em uma ideia de perfeição.

Na psicologia, a expressão amor platônico é usada para definir um relacionamento que se baseia nos sonhos e na pureza da imaginação, mas que é fundamentalmente incompleto.

Nossa imaginação tem a capacidade de nos tirar da realidade e de nos fazer sentir e ver aquele amor profundo na perfeição de como gostaríamos de vivê-lo. Mas que na vida concreta, no dia a dia, poderia não ser como idealizamos.

Estar em um relacionamento platônico é um pouco como viver em um filme onde você está sempre feliz e contente com seu parceiro, sem nunca ter que enfrentar momentos ruins, como sofrimento, tristeza e dificuldades da vida.

Precisamente porque o amor platônico é utópico, ou seja idealizado, a tendência de cultivar esse tipo de relacionamento pode esconder o medo do confronto com a realidade e a ideia de viver em uma perfeição que nunca existirá.

Oito sinais para reconhecer o amor platônico

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Aqui estão alguns sinais que podem te ajudar a esclarecer o que você sente.

Você pode estar vivendo um amor platônico se pelo menos alguns desses sinais estiverem presentes no seu relacionamento:

1 – O outro é idealizado. Em uma relação platônica, o outro é completamente idealizado, parecendo ter uma beleza perfeita.

Não é apenas a beleza estética, física, mas a beleza de se imaginar envolvido em uma relação que não existe ou que existe parcialmente (é a paixão pelo colega ou pela colega que você vê apenas durante o horário de trabalho, por exemplo).

Se a possibilidade de relacionamento existe, a fronteira entre o amor platônico e o amor concreto é ultrapassada. Por outro lado, se essa relação não existe, e o amor se limita à fantasia, pode ser uma paixão ou uma situação mais complicada onde se vive a ideia da obsessão romântica.

2 – Você não conhece bem o outro e mesmo assim o ama. Alguns se apaixonam pela ideia do que gostariam que o outro fosse, do que imaginam dele, e não pelo que ele realmente é. O conceito pode, portanto, ser traduzido em: “Mesmo que ele não me queira, sei que ele realmente me ama muito, só que há algo que impede que as coisas se concretizem”.

Aqui a paixão desliza para a obsessão e é vivida no imaginário, embora o outro não queira esse relacionamento ou o considere inviável. O teste de realidade, neste momento, torna-se muito importante.

Se ele te rejeita e te trata friamente ou só como amiga/o, ele não sente o que você sente.

3 – É um amor perfeito e sem falhas.

Em uma relação platônica, as qualidades do outro são exaltadas e seus defeitos escondidos em uma gaveta.

Enquanto no amor apaixonado e na vida de um casal são conhecidas as forças e as fraquezas de ambos, no amor platônico os pontos de dor não são contemplados e são diminuídos.

Talvez ele tenha os mesmos defeitos que você não aceitaria em um relacionamento real, mas nessa dimensão eles estão subestimados.

4 – Você já conheceu pessoalmente essa pessoa?

Na era das redes sociais, amores à distância não são incomuns, nem se apaixonar por alguém que você nunca viu de verdade, mas com quem você só conversa há muito tempo. Às vezes, do outro lado da tela, espreita alguém que não tem as melhores intenções, mas que te envolve em um mundo de fantasia.

Outras vezes, pode desaparecer no ar e deixar você com a ideia de que voltará.

5 – Frequentemente, existem obstáculos reais.

A transição do amor platônico para outras formas de amor é baseada na superação de um obstáculo. Alguns obstáculos podem ser tão grandes que são intransponíveis.

Há pessoas que se apaixonam por pessoas famosas, outras ainda por pessoas que nunca conheceram ao vivo. Novamente, sempre tente entender a diferença entre o real e o irreal.

6 – Às vezes não é um amor explicitado.

Uma das formas mais puras do amor platônico é aquele vivido internamente. Quando a outra pessoa não tem ideia do que sentimos.

Ou então achamos que ela tem, ou que sente algo por nós também, mas que também não diz nada para não “estragar” o encanto.

Aqui tudo fica suspenso, a menos que alguém tome alguma iniciativa.

7 – A realidade faz você perder a magia.

Aqui o encanto está em imaginar e idealizar a relação. Quando ela vai para o plano concreto, as coisas mudam.

Há casos de amores platônicos que duram meses ou anos. Mas que quando se transformam, e partem para a realidade, terminam em muito pouco tempo.

8 – Amigos ou apaixonados?

O amor platônico não significa atração física, mas um reconhecimento da beleza, da sinceridade do outro e de uma forte ligação sentimental.

Ocorre como se duas pessoas corressem em trilhos paralelos, mas seus os trens seguem cada um em sua própria direção.

Em alguns casos ficamos restritos à uma “zona de amizade” desejada e aceita por ambos, mas onde o sentimento é muito importante.

Pergunte a si mesma/o se isso te machuca.

Esta é talvez a pergunta que devemos nos fazer em qualquer tipo de relacionamento. O amor sempre traz muita alegria, mas também dificuldades que procuramos superar e utilizar para o nosso crescimento pessoal.

No amor platônico em sentido estrito, a beleza é admirada e o sofrimento não está presente. Quando ele aparece, é porque você já gostaria de quebrar a fronteira e passar para o amor concreto.

Se não conseguir, e o sofrimento superar o prazer, não vale a pena continuar.

Tudo tem um começo e um fim. Mesmo o amor platônico, que também pode vir a ser substituído por um amor real, enquanto se amor platônico no fim se torna uma amizade. O que não é pouco, já que amizades verdadeiras são muito valiosas.

O importante é você estar sempre bem consigo mesma e nunca perder totalmente o contato com a realidade.

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Marcello Salvaggio


Sou escritor e pesquisador nas áreas da religião, da literatura, do misticismo e da história.
Considero a espiritualidade a chave fundamental para o entendimento de nossas vidas, para encontrarmos o verdadeiro sentido de nossa existência, e todo meu trabalho é orientado nesse sentido.
Tenho livros publicados no Brasil e na Itália e sou formado em Letras pela USP e auricoloterapia pelo instituto EOMA, escola especializada em acupuntura e em outros ramos da medicina tradicional chinesa.
No campo da terapia e do aconselhamento, considero essenciais a empatia e o respeito ao livre-arbítrio alheio.


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